Slow Brew 2016: As Minhas 12 Cervejas Preferidas

Quero começar este post dizendo que eu não sou especialista em cervejas.
Não tenho formação no assunto, mas sei bastante do que eu gosto de beber.
Como é um tema que me interessa muito, tenho tentado ler, aprender e tomar mais cervejas, mas ainda sou iniciante no mundo cervejeiro.

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cervejas

Dito isso, este post não é um ranking com as melhores cervejas da Slow Brew Brasil 2016. É apenas um ranking com as minhas preferidas (e como diz a Ana Paula Padrão: “Eu sou leiga, mas eu sou a ponta final da sua profissão.”) do evento.

slow brew brasil
O barril de cerveja sendo carregado pelas ruas de Campos do Jordão: está oficialmente aberta a Slow Brew Brasil 2016!

 

Sobre o meu gosto pra cervejas, esclareço: sem essa de cerveja pra mulher e pra homem, essa divisão entre gêneros é coisa do passado.
Eu provo de tudo e sempre gostei muito de Weiss e Witbier. Porém, ultimamente, tenho desenvolvido um gosto pelas Sour e Stout.

Pra quem não sabe, o Slow Brew Brasil é um evento que acontece todos os anos e que reúne cervejarias artesanais de todo o Brasil. A edição deste ano, que aconteceu em Campos do Jordão, contou com 31 cervejarias e mais de 130 rótulos, que podiam ser degustados à vontade pelos participantes.

Nós fomos convidados pela assessoria de imprensa do evento e conseguimos conhecer 29 cervejarias, exceto a Blondine que não tinha mais cervejas para servir às 17h40, mesmo o evento acabando somente às 20h e a Von Borstel, que da primeira vez que visitamos estava com a chopeira em manutenção, e da segunda, por volta das 18h, já tinha acabado tudo.

Dessas 29 cervejarias, provamos 53 cervejas. Dessas 53, elegi as 12 que fizeram meu coração bater mais forte.

Essa lista está em ordem de preferência, ou seja, o primeiro lugar eu amei, e o 12°, gostei muito.

Mas são todas cervejas excelentes que eu recomendo fortemente que você prove para ter sua própria opinião.

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Sem mais delongas, vamos à lista:

1. Todas as cervejas da ZalaZ

Aqui é onde mora o meu coração cervejeiro ultimamente!
Já tinha tido contato com a ZalaZ antes, mas nunca havia provado suas cervejas.
Antes de falar das cervejas, vale uma menção ao esforço que o pessoal da ZalaZ fez para agradar os participantes do evento.
Foi a única cervejaria que serviu comes para harmonizar com as cervejas, e cada cerveja servida por lá tinha alguma coisinha de diferente para provar. Pururuca, biscoitinho e pé de moleque harmonizavam perfeitamente com o que foi servido lá.
E ainda tinha mais: como a ZalaZ fica em uma fazenda produtora de café, era possível também provar o ótimo café da Fazenda Santa Terezinha.

Vamos às cervejas:

Das três cervejas provadas, a minha preferida (e que está na minha mente até agora como a melhor do evento) foi a Zapp Wheat Wine. Com 8% de teor alcoólico, é uma cerveja macia, equilibrada, com bastante corpo e fácil de beber. Com pouco amargor, ela tem sabor intenso de cravo. Uma delícia e perfeita para beber em dias mais frios.
Ela foi perfeitamente harmonizada com um pé de moleque feito na fazenda e o doce fez com que os sabores da cerveja ficassem ainda mais pronunciados.

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ZalaZ Zapp Wheat Wine com pé de moleque caseiro

 

Em seguida, tomamos a Pazion, uma American Wheat com maracujá orgânico.
A Pazion é uma cerveja extremamente fresca, com sabor intenso de maracujá, suave e refrescante.
É uma cerveja para aqueles dias de calor em que você só quer rescor e tranquilidade. Nota mil!

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A Pazion foi a única cerveja que eu tomei um copo inteiro

 

A terceira e última que provamos foi a Cascara, uma Sour Beer excelente. Ela leva chá de casca de café e raspas de limão cravo.
Não senti o café tão presente, mas o limão cravo dá a acidez e aroma potentes dessa cerveja.
Uma sour interessantíssima, que harmoniza perfeitamente com pururuca, uma vez que a acidez da cerveja “quebra” um pouco a untuosidade do petisco.

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ZalaZ Cascara: perfeita com pururuca!

 

Sei que foram três cervejas, mas gostei tanto delas que coloquei todas em primeiro lugar…

2. Suméria Angry Nuts – IPA com avelã

suméria cervejaria
O stand lotado da Suméria

 

Imagine uma IPA com amargor mais leve do que as IPAs brasileiras em geral e com um aroma e sabor delicioso de avelã.
Essa é a Suméria Angry Nuts.
O que eu gostei muito dessa cerveja é que a avelã, além de conferir sabor e aroma característicos, dá uma textura aveludada para a cerveja.
Levemente adocicada, o amargor existente serve somente para equilibrar a doçura e não se sobressai. Extremamente agradável, dá pra tomar muito.
Se você gosta de Nutella, essa cerveja te surpreenderá!

 

3. Quatro Graus Black Anthrax

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Quatro Graus Black Anthrax

 

Essa era uma cerveja que me chamou atenção assim que recebi o lineup de cervejas do evento. Como assim uma cerveja de 16%?
A cervejaria carioca Quatro Graus levou somente a Black Anthrax para o evento, uma Brazilian Imperial Stout maturada com carvalho, café e baunilha.
Eu tinha planejado prová-la mais para o final do evento, pois não queria a porrada de 16% de álcool logo no começo.
Mas incrivelmente, o álcool dessa cerveja era equilibrado e não sobrava. Você não sentia que estava tomando uma cerveja com teor álcoolico tão elevado.
Uma cerveja muito boa, adocicada e pra mim, a melhor Stout do evento!

 

4. Ópera Imperial Chocolate Pumpkin Porter

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Provando a Ópera Pumpkin Porter

 

Acabei de voltar de San Diego, cidade americana famosa por suas cervejarias artesanais. Estive lá na época do Halloween e por isso, pude provar muitas cervejas sazonais com abóbora. Amei!
Por isso, estava curiosa para provar essa Porter com abóbora e chocolate da Ópera, cervejaria de Araraquara.
Ela era inferior a outras Pumpkins que eu tomei na Califórnia, como a Ballast Point, mas mesmo assim, uma ótima cerveja.
O aroma de abóbora é mais intenso do que o sabor, que é bem suave na boca, porém perceptível.
Mesmo assim, uma cerveja deliciosa que eu suspeito harmonizar com comidas de Natal!

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5. Los Dias Pilsen

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Los Dias Pilsen

 

Sim, a minha lista tem uma Pilsen!
Eu não tenho nenhum preconceito com o estilo e acho que uma Pilsen bem feita é sensacional em quase qualquer momento.
Versátil, essa Pilsen da Los Dias, de Taubaté, me surpreendeu pelo frescor e pelo aroma intenso e delicioso de mel.
Uma cerveja para tomar litros e litros e para ter várias garrafas em casa. Uma cerveja despretensiosa que vai bem sempre!

 

6. Way Beer Amburana Lager – Wood Aged Beer

way amburana lager
Way Beer Amburana Lager

 

Essa foi a minha primeira experiência com cervejas envelhecidas e tenho que dizer que foi uma grata surpresa!
Tenho visto que é uma tendência do mercado brasileiro envelhecer cervejas em barril e como algo novo, ainda há muitos ajustes a serem feitos.
Mas não na Amburana Lager da Way. Envelhecida em barris de amburana (a mesma madeira usada em algumas cachaças), essa Way é bastante equilibrada, com boa doçura e aromas de café e madeira. Deliciosa!

 

7. Dogma Branca de Brett – American Wild Ale

dogma cervejaria
Dogma Branca de Brett

 

Ouvi muito falar da Branca de Brett da Dogma por causa do Brettanomyces, que eu já conhecia pelo vinho, mas confesso que na hora em que coloquei no nariz, não foi muito agradável o que eu senti.
O cheiro azedo e meio animal pode tirar o seu interesse por essa cerveja, mas seja forte e prove, pois ela é interessantíssima e muito boa!
Na boca, ela é bastante ácida, efervescente e deixa uma sensação “salgada”. Tem um sabor que eu nunca havia provado antes!
Faz salivar bastante e convida repetidamente para o próximo gole.
Não é uma cerveja fácil, mas é intrigante e me agradou muito!

 

8. Urbana Trocadalho do Carilho – India Pale Ale

urbana cervejaria
Urbana Trocadalho do Carilho

 

Eu adoro a Urbana. Acho que eles fazem cervejas ótimas, além de nomes e rótulos engraçados.
Eu sou fã da Boo e da Refrescadô de Safadeza e o Thiago, meu marido, gosta muito da Sporro.
Foi a primeira vez que provamos a Trocadalho do Carilho e novamente, a Urbana nos surpreendeu!
Cerveja gostosa, fresca e com um final bem amargo, porém super agradável.
Eu tendo a ter dificuldade com cervejas com muito amargor, mas acho que aqui o frescor e o amargor foram perfeitamente equilibrados.
Vida longa à Urbana!

 

9. Morada Épo Hibi – Sidra Artesanal

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Morada Épo Hibi

 

Nem só de cerveja viverá o homem, mas de sidra também!
A Morada levou três sidras e a que mais me agradou foi a Épo Hibi, infusionada com abacaxi e hibisco.
Ela tem uma bonita cor arroxeada que vem do hibisco e na boca ela é pouco doce, agradável e adstringente. Boa sidra.

 

10. Mea Culpa Preguiça 

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Mea Culpa Preguiça

 

A Preguiça é uma Witbier com camomila e entrega exatamente o que promete.
Imagine uma Wit deliciosa com aroma e sabor intensos de camomila?
É isso que ela é. Super leve e fácil de beber!
Uma ótima cerveja, boa para quem não gosta de amargor ou não está acostumado com sabores mais fortes de cerveja.
Só fica a dica de não tomar no começo do evento, pois a camomila acalma que é uma beleza!

 

11. Dádiva Pink Lemonade – Berliner Weisse

dádiva cervejaria
Dádiva Pink Lemonade

 

Essa Pink Lemonade da Dádiva foi feita em parceria com a 2Cabeças para o festival Repense Cerveja, que tinha como objetivo trazer estilos e tipos de cerveja pouco usuais. E é isso que ela é, bem diferente de uma cerveja, mas uma pink lemonade deliciosa!
É uma Pink lemonade de adulto, com acidez legal e pouco açúcar na boca.
Você toma e nem parece que está tomando cerveja, pois os aromas e sabores são bem diferentes.

 

12. Backer Julieta

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Backer Julieta

 

E a última cerveja da minha lista é da excelente cervejaria mineira Backer.
A Julieta é uma Fruit Beer, estilo que não costuma ser muito apreciado pelos bebedores de cerveja.
As Fruit Beers sempre levam alguma fruta e por isso, costumam ser bem aromáticas.
Ela parece bastante um refrigerante de adulto, mas de um jeito bom! Aroma agradável de framboesa, levemente ácida e adocicada.
Dá pra tomar litros na beira da piscina e ser muito feliz!

 

Gostou da minha lista? Já tomou algumas das cervejas aqui citadas? Deixe seus comentários abaixo. Vou amar receber dicas de novas cervejas para provar!

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