Ranking das 7 cervejas mineiras que você não pode deixar de conhecer

Quem acompanha o blog sabe que fui para BH no final de 2014. Tem até dois posts bem legais para quem quiser saber mais sobre os botecos e a cena gastronômica da cidade. Finalmente, este é o último post sobre esta incursão (mas talvez não o último do ano, visto que estou considerando fortemente voltar para lá para cobrir o Festival Comida di Buteco) patrocínio, alguém?

Além da boa comida e da excelente cachaça, mais uma coisa me encantou em Minas: as cervejas!

Vocês sabem que eu não entendo patavinas do assunto, e se tiver algum especialista no pedaço, me avise se eu falar abobrinha, mas sei – e com muita convicção – do que eu gosto!
Portanto, aí vai para vocês um ranking das 7 cervejas que eu mais gostei do estado.

1) Backer Weiss

Meu conceito de felicidade definido!
Meu conceito de felicidade definido!

Sim, a preferida é também a mais comum e corrente de todas. Você encontra em todos os botecos, no Carrefour, praticamente em qualquer lugar. O pessoal todo tá mais acostumado a tomar a Pilsen, mas foi a Weiss que me surpreendeu.
Cerveja espetacular para o verão brasileiro e o calor do Zimbábue que está fazendo, por ser super fresca. O interessante é que apesar de ter um corpo bom, ela não perde frescor. É diferente das outras Weiss que já tomei e super equilibrada.
Essa, definitivamente, é a minha escolha para o verão. E para as mulheres que não costumam beber cerveja, que aposto que gostarão desta que é levinha e fresca. Um achado!

2) Ouro Pretana de trigo

Se não fosse o restaurante ruim...
Se não fosse o restaurante ruim…

Sabe aquele momento que você pensa quão sortudo é de algo ter dado errado e por causa disso você ter passado por uma situação bacana?
Fomos para Ouro Preto em uma segunda feira, dia em que quase tudo fecha (inclusive o restaurante que queríamos almoçar), almoçamos em um restaurante horroroso, o que nos obrigou a parar no meio da tarde em uma padaria-lanchonete-boteco para um pão de queijo. E lá, tivemos a sorte de conhecer a Ouro Pretana. (Digo sorte porque depois procurei em BH e não achei em lugar nenhum! Mas acabei de ser alertada pela cervejaria pelo Facebook que é muito fácil encontrar a Ouro Pretana em BH, em casas especializadas e na rede de supermercados Verdemar. E em breve, eles terão distribuição em SP também!)
Meu erro, gente, desculpem! Valeu pela correção, Ouro Pretana!

Estava um calor arretado, daqueles que qualquer sombra é bem vinda e eu já estava mais do que cansada – e me sentindo a Maria do Socorro – de subir e descer as ladeiras de Ouro Preto. Ou seja: precisava de um refresco.

E aí, a Ouro Pretana surgiu como um oásis no deserto: levinha, fresca, gostosa, aroma de banana. É a minha segunda opção para o verão. Só perde para a Backer pois tem menos corpo e é bem menos complexa.

Ok, assumo que tenho uma quedinha por cervejas de trigo.

3) Jambreiro Lebenskraft Kolsch

Jambreiro Lebenskraft - Magali Viajante
Essa eu trouxe para casa e provei ontem, então as memórias ainda estão bem fresquinhas.
Quando senti o aroma, achei que não fosse gostar, pois me lembrou muito uma IPA e normalmente, não aguento o amargor característico desta categoria.

Mas dei uma chance e me surpreendi. O amargor é bem controlado, saborosa, equilibrada e com bom corpo.

Provei com queijo parmesão e achei uma ótima harmonização. Parece-me que abrandou o amargor da cerveja e o sal do queijo. Não fiz o teste, mas acho que deve ficar excelente também com embutidos. Provem e me digam!

Além de tudo, essa cerveja tem uma história bem bonitinha de criação – que foi feita em homenagem à esposa do cervejeiro. Uhn, que fofo!

4) Wals Witte
Wals Witte - Magali Viajante

Eu amo Wittebier, em especial a Vedett e a Hitachino.
Gostei muito desta. Achei uma das melhores Witte brasileiras que já provei, mas infelizmente, ainda abaixo das estrangeiras.

Na minha opinião, uma excelente opção para acompanhar sushi!

5) Vinil Tropicália – de trigo 

Vinil Tropicália - Magali Viajante
Essa eu tenho que confessar que bebi há um tempo já e não me lembro claramente de todas as características. Mas lembro bem que gostei bastante.
Cerveja fresca, com uma cor mais escura e viva (vi nas fotos) e aroma potente de cravo.
Vou ter que provar de novo para confirmar todas as minhas impressões.

6) Tianastácia Golden Ale

Tianastácia Golden Ale - Magali Viajante
Essa foi uma das surpresas para o Thiago (que entende mais de cerveja que eu) e adorou essa cerveja.
Feita pela Cervejaria Krug para a banda Tianastácia, ela tem uma cor linda, âmbar escuro.
Tem um tostado agradabilíssimo no paladar e não é quase nada amarga. Aprovamos!

7) Kud Tangerine Witbier

Kud Tangerine - Magali Viajante
Estranhamente, a que menos gostei foi uma Witbier – e a que mais tinham me recomendado.
Além dos ingredientes normais de uma cerveja, ela leva cascas de laranja, sementes de coentro e óleo essencial destes dois ingredientes.
Achei boa, fresquinha, mas nada demais, sabe? Senti que falta personalidade.

Se você não é de Minas, e está em SP por exemplo, dá para comprar todas essas cervejas via e-commerce especializado. Mas sempre vale dar uma passadinha no EAP para ver o que eles tem lá – e provar uma novidade!
Se for de BH, dá pra achar facin, facin. Eu comprei a maioria delas no Super Nosso da Afonso Pena.