Quanto Custa Viajar Para o Japão?

Uma das perguntas que eu mais recebo no blog, seja por e-mail ou via comentários, é quanto custa viajar para o Japão.

A maioria das pessoas tem a ideia de que o Japão é um país caro para o turista e que viajar para lá vai custar uma pequena fortuna. Mas isso simplesmente não é verdade.

É claro que qualquer viagem pode custar os dois olhos da cara ou uma mixaria, dependendo do seu perfil.
Para os que gostam de luxo, de hotéis cinco estrelas e de jantares em restaurantes estrelados Michelin, aí é bom preparar o bolso, porque o luxo no Japão realmente custa caro, bem acima de média que outros países.

Mas se você for uma pessoa mais comedida nos gastos, que quer ter conforto a um bom preço, você se surpreenderá com alguns preços do Japão.

E tem duas coisas que eu considero únicas no Japão: a primeira é a relação de custo benefício.
No Japão, o nível básico das coisas é muito bom, o que significa dizer que mesmo refeições mais simples e hotéis mais baratos terão um mínimo de conforto e de qualidade que você não encontrará em outros países. Dificilmente você comerá mal no Japão ou se hospedará em uma espelunca. Eles levam muito a sério o nível de qualidade de seus serviços.

A segunda coisa importante é que o Japão, apesar de medidas econômicas agressivas, é um país em constante deflação, ou seja, os preços das coisas não sobem e alguns, até caem.
O que é péssimo para a economia japonesa pode ser uma boa para os turistas.

Eu estive lá em abril de 2015 e meu marido, que tinha ido 14 anos antes, disse que algumas coisas custavam exatamente o mesmo que em 2001.
Ou seja, pode confiar nos valores que eu vou informar abaixo, pois certamente eles não mudarão nada ou muito pouco até a sua viagem.

É importante dizer que eu estive no Japão em período de alta temporada, entre março e abril, para ver a floração de Sakura, por isso, alguns hotéis e serviços podem ter custado mais caro para mim do que se eu tivesse viajado em outras épocas.

É claro que é muito difícil dizer exatamente o quanto você irá gastar na sua viagem pelo Japão, mas por isso, resolvi fazer uma lista básica de preços do que eu gastei por lá, e assim, você pode programar o seu orçamento de viagem de acordo com o seu perfil.

Visto

como tirar visto para o japão
Se você for visitar Fukushima, esse lugar bonito aí da foto, não paga pela taxa de emissão do visto

 

Antes de começar a pesquisar os valores de hotéis e alimentação para a sua viagem, não se esqueça de incluir nas contas o valor do visto japonês. Ele tem duração bem curta, mas é bem tranquilo de tirar.
Atualmente o visto de uma entrada no país custa R$ 79 para brasileiros e o de múltiplas entradas, R$ 158 e normalmente tem validade de três meses, mas com permanência máxima no Japão de 30 dias.
O que muita gente não sabe é que você pode ter a taxa do visto isenta caso vá visitar as províncias de Iwate, Fukushima ou Miyagi e comprove isso através de reservas de hotel, passagens de trem ou de avião, reserva de passeios ou qualquer tipo de comprovação.

O governo faz isso para estimular o turismo nessas regiões, que foram afetadas pelo Grande Terremoto de 2011.
Eu fui esquiar em Fukushima (e recomendo muito, leia o post deste passeio aqui) e consegui a isenção da taxa do visto, ou seja, não paguei nada pela emissão dele. Foi super simples conseguir a isenção, eu apenas tive que apresentar a reserva do hotel que ia me hospedar lá.

Passagem de avião

all nippon airways
A classe econômica da ANA tem sorvete Haagen Dazs e cerveja japonesa

 

O que certamente irá encarecer a sua viagem para o Japão será a passagem de avião até lá. O Japão fica do outro lado do mundo e a viagem, de mais de 24 horas, incluindo uma ou mais escalas, não é das mais baratas.

A boa notícia é que sites como o Melhores Destinos vivem publicando ofertas de passagens para o país.
Foi em uma dessas que eu consegui passagem para Tóquio, com conexão em Chicago na ida e com uma parada de 7 dias em Honolulu no Havaí, na volta, com mais uma conexão em Nova York antes de vir ao Brasil, por R$ 4.000, com todas as taxas, em classe econômica. Não foi barato, mas considerando o trajeto que fiz, paguei um preço bastante interessante.

E vale a pena você considerar incluir mais um trecho na sua viagem para o Japão. Eu tinha um sonho antigo de conhecer o Havaí, mas ir direto do Brasil pra lá ficava muito mais caro do que ir para o Japão e dar uma passadinha na terra do Obama. Valeu muito a pena!

Esses nossos voos foram pela United Airlines até os Estados Unidos, com serviço correto, comida meia boca e nada demais e de All Nippon Airways (ANA) dos Estados Unidos até o Japão, aí sim, uma bela companhia aérea.
Pra mim, vale a pena pagar um pouco mais para voar com a ANA em um voo longo como esse. O atendimento, comida e qualidade do serviço e da aeronave fazem toda a diferença no seu cansaço.

Pra ler como foi a minha viagem com a ANA, leia este post aqui: Como foi a minha experiência com a All Nippon Airways

É claro que é possível encontrar passagens bem mais baratas do que as que eu paguei. Fique de olho na Ethiopian Airways, que voa para o Japão via Etiópia.
Já ouvi diferentes tipos de relatos dessa companhia, de gente que gostou muito a pessoas que tiveram diversos problemas, mas se custasse bem mais barato (como uma promoção com 40% de desconto que vi uma vez no Melhores Destinos) eu não pensaria duas vezes.

JR Pass

jr pass
Dá pra pegar quantos shinkansens você quiser com o JR Pass

 

A coisa primordial para o turista que planeja viajar bastante dentro do Japão é comprar o JR Pass, passe de trem que te dá viagens quase ilimitadas no período de 7, 14 ou 21 dias consecutivos.

O JR Pass é exclusivo para estrangeiros não residentes no Japão, os japoneses não podem comprar o passe.

Por mais que o passe pareça caro, eu recomendo fortemente que você o compre, principalmente se quiser viajar de Shinkansen, ou trem-bala. As passagens de Shinkansen são caríssimas e provavelmente comprar uma de um percurso mais longo custará o mesmo que o JR Pass de 7 dias (eu comprei esse e perdi as contas de quantas vezes peguei um Shinkansen).

O JR Pass é adquirido ainda no Brasil e você deve tomar muito cuidado para não perdê-lo, visto que é somente um papel. Caso você perca o JR Pass, não há como reemiti-lo ou como comprovar que você tem direito ao passe, então fique esperto.

Atualmente, o JR Pass de 7 dias custa US$ 251 (cerca de R$ 791), o de 14 dias, US$ 400 (cerca de R$ 1260) e o de 21 dias, US$ 511, ou R$ 1610.

Em fevereiro de 2015, antes da minha viagem, eu paguei US$ 249 no meu JR Pass, ou seja, a diferença até agora é de apenas dois dólares, mas como o dólar está mais baixo hoje do que naquela época, ainda sairia mais barato comprar hoje do que em 2015.

Eu sei que este valor não é baixo mas considerando o custo de transporte no Japão, é uma verdadeira barganha.
Dividindo entre os dias de sua viagem, se você comprar o de 7 dias, por exemplo, gastará cerca de R$ 113 para andar à vontade de shinkansen e trens comuns e algumas linhas de metrô e de ônibus. Pensando por essa perspectiva, não é tão caro assim.

E tem mais: isso é pra um transporte de qualidade e que funciona. Ou seja: compre!

 

Seguro de Viagem

seguro viagem internacional
Imagina se eu caio deste teleférico durante o esqui? Certamente ia precisar do seguro viagem

 

Este é outro item que não pode faltar em qualquer viagem que você fizer.

Caso você compre as passagens pelo cartão de crédito, dependendo da bandeira e da categoria do seu cartão, você tem direito a um seguro viagem bom, sem custo adicional, basta fazer o pedido.

Mas caso o seu cartão de crédito não tenha este benefício, o seguro com uma boa cobertura para uma viagem de 20 dias para o Japão para uma pessoa de até 70 anos que não esteja gestante, custará entre R$ 550 e R$ 600.

Eu torço para que nada de ruim aconteça durante a sua viagem, mas caso aconteça, este valor é “dinheiro de pinga” perto do custo de um tratamento fora do país.

 

Hospedagem

ryokan
Este era o quarto do Okamotoya, o ryokan que eu fiquei em Beppu

 

Aí a coisa começa a ficar mais animada.
Até agora, falamos apenas de aspectos burocráticos de uma viagem que poderia ser para qualquer lugar, mas quando entramos no quesito hospedagem, o Japão tem algumas particularidades.

Pra começar: eu não me hospedei em albergues no Japão. Tenho amigos que já se hospedaram e tiveram boas experiências, mas eu atualmente prefiro um pouco mais de conforto e privacidade. Sendo assim, não sou a melhor pessoa para falar deste tipo de acomodação.

O que funciona bem no Japão a preços razoáveis são os business hotels, ou hotéis de negócios de grandes redes, em categorias entre 3 e 4 estrelas.
Tá certo que a maioria deles é bem impessoal e não tem muita personalidade, mas eles geralmente são limpos, seguros, confortáveis e bem localizados. Tudo o que você precisa em uma viagem econômica porém confortável.
Esses business hotels oferecem acomodações ocidentais, bem parecidas com as que temos aqui no Brasil ou nos Estados Unidos e você não vai dormir em tatames ou com futons.

Eu me hospedei em dois deles, um em Hiroshima e um em Fukuoka. A diferença entre os business hotels do Japão e dos Estados Unidos, por exemplo, é que no Japão os quartos são bem menores, mas normalmente tem mais amenities que nos Estados Unidos.

Em Hiroshima, eu fiquei hospedada no Mitsui Garden, que é uma rede grande no Japão. O hotel era ótimo. Bem localizado, ficava próximo ao Memorial da Paz e ao Okonomimura, um bairro ótimo para comer.
O quarto tinha um tamanho ok para quem não viaja com muitas malas, era super limpo e tinha cama confortável e bom chuveiro. Com certeza me hospedaria novamente neste hotel.

Na época, eu paguei 10.620 por uma diária, sem café da manhã para duas pessoas, o que dava na época aproximadamente 88 dólares. É um valor baixo para um bom hotel com nota 8,5 no Booking.

Atualmente, para a mesma época que eu viajei, ele está custando 12.780 ienes por noite para duas pessoas, pelo Booking, o que dá cerca de US$ 111 ou R$ 350. Sinceramente, é bastante honesto.

 

Em Fukuoka, me hospedei no Hotel Hakata Tokyu Rei, ao lado da estação de Hakata e exatamente naquela avenida onde abriu uma cratera gigante que foi arrumada em dois dias que ficou famosa no Facebook.
A localização não podia ser melhor, ao lado da principal estação de Fukuoka e com fácil acesso a qualquer outra área da cidade.

O hotel também era ótimo. O quarto era bem pequenininho, mas super confortável e com uma vista ótima da cidade.

Por esse, eu paguei 8500 ienes na época, o equivalente a 71 dólares.

Atualmente ele está mais caro, custa pelo Booking 13.200 ienes por noite para duas pessoas sem café da manhã. Isso dá US$ 114 ou R$ 361. Mesmo assim, vale super a pena para um hotel quatro estrelas com nota 8,7 no Booking.

É claro que existem hotéis com notas um pouco menores e com preço bem melhor, basta pesquisar. Mas para o padrão de conforto que esses hotéis oferecem, é muito mais barato do que qualquer hospedagem no sul da Califórnia, por exemplo.

 

Outra categoria de hotel que é interessante no Japão, principalmente se você for esquiar são os resorts, que são muito diferentes da visão de resort de praia que a gente tem.

Eu me hospedei no Villa Inawashiro, um resort de esqui em Fukushima. Ele é considerado um resort simples, mas era muito bom pois ficava ao lado da estação de esqui, tinha acomodações ao estilo japonês sem chuveiro no quarto, com ofurô compartilhado e café da manhã e jantar incluídos.

Aqui pagamos um pouco mais caro, cerca de 9200 ienes por pessoa (US$ 80 ou R$ 252), mas neste valor, além da acomodação, já estava incluso o café da manhã e o jantar, que eram deliciosos e também a roupa, o equipamento de esqui, a entrada na pista de esqui e o uso ilimitado do teleférico. Ou seja, bem barato.

Eu fui neste resort no final da estação, por isso o preço poderia estar um pouco mais baixo, mas mesmo assim, peguei bastante neve, esquiei demais e aproveitei muito.

Hoje, este mesmo resort na mesma época que fui custa cerca de 11.000 ienes por pessoa (US$ 95 ou R$ 301). Altamente recomendável para um experiência única em um cenário maravilhoso para esquiar!

(Ah, se você for para Fukushima para esquiar, pode conseguir a isenção do visto que eu falei lá em cima, lembra?)

 

Mas independente do seu budget, você não pode ir ao Japão e não se hospedar em um ryokan.
Essas hospedarias pequenas e bem tradicionais fazem parte da história do Japão e se hospedar em uma delas é viver a cultura e a realidade japonesas de perto.

É óbvio que ficar em um ryokan não é barato, mas lá você terá a experiência completa: acomodação no estilo tradicional japonês, com tatame e futon; onsen e rotenburo de águas naturais; café da manhã e jantar típicos.

Mesmo não sendo barato, eu acredito que valha a pena economizar no resto das acomodações para passar ao menos uma noite em um ryokan. Só assim para ter o pacote completo da experiência Japão.

Existem ryokans de todos os níveis, desde o mais simples até o sofisticado.
Eu fiquei em um de nível médio, o Okamoto-ya, em Beppu, cidade famosa por suas águas medicinais com alta concentração de enxofre.

A experiência foi espetacular. Uma pessoa do hotel veio até o quarto fazer chá para nós, arrumou a nossa “cama”, tomamos banho no onsen coletivo e tivemos um jantar digno de um restaurante estrelado, à moda japonesa, cheio de delicadezas e pequenos pratos. Maravilhoso!

Essa experiência não custou pouco. Pagamos 23.760 para duas pessoas, o equivalente a US$ 206 ou R$ 650.
Mas pensando em tudo o que eu vivi lá e pela experiência tão distante da minha realidade, valeu cada centavo.
E tem mais: todas as vezes que eu voltar ao Japão, certamente me hospedarei em um ryokan ao menos uma noite.

Atualmente, uma noite para duas pessoas por lá está custando cerca de 29.160 ienes, US$ 253 ou R$ 800.

 

A minha dica é que você use diferentes tipos de acomodação dependendo da cidade em que estiver. Vale a pena ficar bastante em hotéis de negócios de grandes cadeias, para economizar e gastar mais em algumas noites para se hospedar em um ryokan.
Caso você esteja sozinho ou com amigos, até vale a pena dar uma olhada nos valores dos hostels.
Mas o mais importante é que você entenda que os preços de hospedagem por lá não são nenhum absurdo de outro mundo.

Ah! Não esqueça de pedir por quartos não fumantes. No Japão, ainda é permitido fumar em alguns hotéis e se você não fuma, o cheiro do cigarro será bem desagradável.

 

Alimentação

o que comer no japão

Este é outro assunto que as pessoas tem concepções erradas. Muita gente acha que comer no Japão é um roubo, mas pra quem mora em grandes cidades como São Paulo e Rio, comer no Japão é quase uma pechincha – e você ainda tem uma experiência maravilhosa na grande maioria das vezes.

De novo, tudo vai depender do seu perfil e de quanto você quer gastar, mas a verdade é que o Japão tem comida para todos os orçamentos.

Começando pelo mais barato, a comida das lojas de conveniência, os famosos konbini.
Nesses lugares, eles vendem uma grande variedade de comida boa e barata. Dá pra comer oniguiris ótimos a partir de 100 ienes (R$ 2,75).
Nós comemos um oniguiri maravilhoso de caranguejo (o de verdade, não o kani que comemos por aqui), por 168 ienes, ou R$ 4,60.
De verdade, dá tranquilamente para você ter um almoço leve completinho em um desses konbinis por R$ 15 ou ainda fazer um lanchinho de oniguiri por menos de R$ 5.

Mais exemplos:

  • Um lámen delicioso na estação de Tóquio custa uns 1000 ienes (R$ 28)
  • Almoçar em uma praça de alimentação de shopping – e a comida destas praças geralmente são muito boas – comendo um Katsudon, lámen, karê, ou algo do tipo, custa entre 900 e 1400 ienes (R$ 25 e R$ 39)
  • Um sanduíche de camarão no Lotteria, rede de fast food famosa por lá custa cerca de 350 ienes (R$ 9,60)
  • Um bowl de gyudon (carne + arroz) no Yoshinoya, uma rede de fast food deliciosa por lá custa entre 380 ienes, R$ 10,50 (o tamanho médio que satisfaz facilmente uma pessoa com apetite normal) e 680 ienes, R$ 18,70 (o grande com muito mais carne, tamanho ogrão mesmo). E sem brincadeira, o gyudon de lá é muito gostoso!
  • Para comer okonomiyaki em Hiroshima, tomando cerveja, vai custar cerca R$ 56 por pessoa
  • Um obentô na estação de trem, dos mais caros, custa cerca de 1100 ienes, ou R$ 30
  • Um almoço sentado em um restaurante meio turístico em Yufuin, com set completo de tempurá ou karaague + arroz + misoshiro, custa 1250 ienes por pessoa (R$ 35)
  • Se você quiser comer carne, aí vai custar um pouquinho mais caro. Fomos em um Yakiniku em Fukuoka e comendo bem e tomando cerveja, gastamos cerca de 3150 ienes, ou R$ 87 por pessoa
  • Comer em um restaurante all-you-can-eat na Chinatown de Yokohama (é bom, você tem que fazer): 2500 ienes por pessoa, ou R$ 68,50

Mas, e pra comer sushi?

Depende. Há diversos tipos e preços de sushi. Se você quiser ir em um restaurante famoso mundialmente, como o Jiro, pode ir preparando a carteira.

Mas se você só se importar com comer um sushi bom, mas que não precisa ter nome, dá pra comer muito bem e com pouco dinheiro.

A verdade é que qualquer sushi de lá será melhor do que os daqui. Eles tem a técnica, a tradição, o ingrediente.

Para comer sushi em um dos muitos restaurantes do famoso mercado de peixes Tsukiji, em Tóquio, em menu degustação, reserve cerca de 4700 ienes por pessoa, ou R$ 130 e você terá uma experiência inesquecível.

Agora se você quiser comer sushi barato, descontraído e bom, recomendo fortemente que você vá em um kaiten sushi, aqueles restaurantes que o sushi vem em uma esteira e você escolhe o que quer comer.

Eu comi em um muito bom perto de Tóquio por aproximadamente 1800 ienes por pessoa, ou R$ 50, mas comendo quase que até explodir.
Esse se tornou um dos meus restaurantes preferidos no Japão e garanto que o sushi que você comer lá será um dos melhores da sua vida. Ele se chama Daimaru Suisan e fica nos arredores de Tóquio.

kaiten sushi
Este é o amado Daimaru Suisan, com pratos a partir de 100 ienes

 

Ah! É bom lembrar que no Japão a água e o chá verde são gratuitos e que não se dá gorjeta!

 

Atrações

kinkakuji
Kinkaku-ji: uma das atrações mais visitadas de Kyoto

 

Você também deve contabilizar o preço das atrações. Vou dar o exemplo de algumas que fui, só para você ter uma base e ver como os preços da maioria delas não é absurdo.

  • Entrada na Landmark Tower em Yokohama e acessar o 69° andar, de onde dá pra ver até o Monte Fuji: 1000 ienes por pessoa (R$ 28)
  • Entrada no Cupnoodles Museum em Yokohama com direito a fazer o seu personalizado: 800 ienes por pessoa (R$ 22)
  • Entrada de um dia na Tokyo Disney Sea para adultos: 7400 ienes, ou R$ 202,80
  • Entrada na Tokyo Skytree com acesso ao andar 450: 4000 ienes, ou R$ 110
  • Entrada templo em Nara: 500 ienes ou R$ 14
  • Entrada em Miyajima: 300 por pessoa (R$ 8,30)
  • Entrada na caverna Akiyoshido: 1200 ienes (R$ 33)

 

É isso aí, espero que este post seja um guia para planejar a sua próxima viagem ao Japão. É só entender qual é o seu perfil e ir combinando os valores para ter uma previsão bem realista dos gastos que terá por lá.

Se ainda assim você tiver dúvidas sobre quanto dinheiro levar, é só deixar um comentário aqui embaixo que será um prazer ajudá-lo a responder todas elas.

Ah! Não deixe de assistir a nossa websérie sobre o Japão no YouTube e de ler todos os posts sobre o país aqui no blog.

 

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12 comments

  • Olá! Acompanho seu blog há algumas semanas e acho uma leitura super agradável. Se tornou um dos meus blogs preferidos de viagem, parabéns! 🙂 vou para o Japão em março (20 dias – Tokyo, Kyoto, Osaka e bate-voltas) e esse post veio num momento muito bom, já que as cotações estão atualizadas e a única coisa que falta comprar são os ienes. Achei curioso você não citar a opção do Airbnb para hospedagem. Consegui reservar locais muito mais espaçosos, melhor localizados e mais baratos em Tokyo, se comparados aos preços de hotel. Para você ter ideia, vou ficar em um “apartamentinho” em Shibuya pela metade do valor do hotel mais barato que encontrei em um bairro mais afastado. Além disso tem a opção de levar alguma coisinha diferente do mercado para fazer em casa algum dia, por exemplo, eu acho uma experiência interessante. Sobre o visto, passei por uma situação chata no consulado de Curitiba. Hoje resido em Aracaju mas fui para Curitiba visitar a família e queria aproveitar para tirar o visto. Fiz vários telefonemas informando que moro em Aracaju e queria ter a certeza de estar levando todos os documentos necessários. Chegando lá, fui informada de que só poderia tirar o visto em Recife (poderiam ter me falado por telefone e não encontrei essa informação no site). Mas enfim, só estou contando isso porque você pode incluir em algum post, alertando o pessoal de que há jurisdição nesse caso. Pelo menos eu não estava lá só pra isso, mas não contava com essa viagem extra para Recife. Enfim, parabéns mais uma vez! Apesar de já ter lido todos os posts sobre comida (vou aproveitar as dicas de Osaka!) ainda não sabia desses fastfood japoneses, que podem ser uma ótima opção para economizar! Até mais!

    • Oi Camila,

      Que legal que você gosta tanto do blog! Fico feliz em saber que o conteúdo tem ajudado bastante gente.

      Tomara que você pegue a floração de Sakura, pois é um espetáculo!

      Sobre o Airbnb, eu sempre acho uma excelente opção, mas escolhi por não incluir no post já que eu não usei no Japão e não tenho como atestar que o serviço funciona por lá. Mas acho que você fez um ótimo negócio, pois eu também adoro me hospedar em “casas reais” para entender melhor a realidade do povo e economizar e comer coisas gostosas de supermercado.

      Sobre o visto, que pena que você passou por essa situação. Aqui em SP fomos super bem tratados. Mas vou colocar sim um adendo ao post, pois essa é uma informação muito importante…

      Os fast foods japoneses são ótimos e em muitos deles, como o Yoshinoya, vendem comida e não lanches, o que é ótimo para comer um pouquinho mais saudável.

      Espero que você faça uma ótima viagem para o Japão! Depois passa aqui pra contar como foi.

      Beijão!

    • Sim, Iara, o preço que eu apresentei no post refere-se à uma passagem de ida e volta, com uma parada de sete dias em Honolulu, no Havaí.

    • Oi, Iara,

      Essa é uma pergunta muito difícil de responder, porque gostei muito de todas as cidades que visitei, mas se eu tivesse que escolher apenas três lugares para voltar, diria Tóquio, Hiroshima e Yokohama.

      Um abraço

  • Oi Magali!!! Amei seu blog!! Parabéns!!
    Tô programando a viagem de final de ano pra nossa família pro Japao e me encantei com a opção de uma parada no Hawai!
    Como vc fez pra comprar sua passagem?
    Eu sou mega ruim nessas coisas de passagens!
    Vc comprou por que site? Como vc escolheu as cias aéreas? Como fez a opção pela escala no Hawai?
    Ficarei super grata se vc puder me ajudar!!

    Um beijao

    • Oi Fernanda,

      Obrigada! Fico muito feliz que as informações do blog estejam sendo úteis para você.
      Na época, eu comprei a passagem pelo Decolar. Lá, há a opção de incluir quantos trechos você quiser na pesquisa de passagens, então dá pra pesquisar o valor fechado da viagem Brasil – Japão – Havaí – Brasil. Mas essa opção também é possível diretamente pelos sites das companhias áereas, basta procurar as que operam para os dois destinos.
      Eu escolhi a companhia aérea por preço, decidi comprar a passagem que estava mais barata. Se você tiver opção, prefira voos operados pela ANA – All Nippon Airways, uma companhia japonesa que tem um excelente serviço.

      Espero que tenha ajudado!

      Um abraço

  • Que legal, quero ir ao Japão em breve. Fiz intercâmbio no Canadá e conheci uma japonesa, cada uma voltou para seu país, mas continuamos amigas. Mas não queria ir apenas ao Japão, a viagem é muito longa, queria passar pela Europa antes, mas ainda não pensei em como fazer isso.
    Obg pelas dicas!
    Bjs

    • Oi, Lais,

      Fico feliz que tenha gostado das dicas.
      Espero que a sua tão sonhada viagem possa sair do papel em breve.

      Um abraço

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