Primeiro filme do Magali Viajante… Álbum de Família, para começar 2014 de forma dramática (e agradecer a família que tem!)

Sei que estive ausente nas últimas duas ou três semanas (meu último post foi em 18 de dezembro, que absurdo!), me desculpem, mas a correria louca, típica de final de ano, que eu jurei que não me contaminaria, acabou me infectando em cheio… Foram dias loucos, de mudanças, faxinas, festas, casamentos, reencontro de amigos, comilança sem fim (e lá se foram meus quilos perdidos!), manobristas ralando meu carro, comprar presentes, enfrentar o shopping no dia 24 mesmo, trocar presentes, fazer resoluções, usar calcinha nova… ufaa! 2013 acabou de forma intensa, assim como foi o ano inteiro…Mas o mais importante, acabou, graças a Deus (Keanu Reeves! hahaha). E não é que neste período não consegui visitar um lugarzinho bom que fosse para contar para vocês aqui no blog? Decepcionante! Mas consegui ir ao cinema, e vou contar para vocês!

Eis que a virada do ano é sempre um período de mudanças, de fazer as coisas de forma diferente, e hoje, resolvi mudar um pouquinho o caráter dos meus posts e falar sobre o último filme que assisti em 2013, Álbum de Família.

Um pequeno adendo: Não sou especialista em cinema, não entendo patavinas do Oscar, SAG ou quaisquer outros prêmios, não sei nada sobre os diretores e não diferencio muito bem boas e más atuações (a menos que sejam péssimas, ou excelentes, como a finada Carminha!) Sei apenas dizer se gosto de um filme ou não e o porquê. Sou bem eclética e não tenho preconceitos, vou desde blockbusters de Hollywood, a clássicos franceses (adoro filme francês, apesar de muita gente achar um saco!). Outra nuance interessante minha é que adoro dramas, daqueles sérios mesmo, que fazem você chorar, repensar a vida e ficar mal o dia todo… Vai entender!

Na última sexta, fui até o Reserva Cultural e entrei na primeira sessão disponível, sem me preocupar com qual era o filme, e tive a sorte de pegar o excelente Álbum de Família (August: Osage County em inglês)! (E, ainda por cima, assisti na mesma sala do Rubens Ewald Filho!)

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(Achei interessante a foto da casa sem teto para retratar este drama… pena que o Pharrell não concorde e descreva a felicidade como “a room without a roof” – gente, minhas associações vão longe! Mas para mim, está mais para um bom e vida loka “A Casa Caiu” mesmo!!)

Veja bem, li diversas críticas deste filme após assisti-lo, e vi que ele é do tipo ame ou odeie… Eu entendi o sofrimento dos personagens, e resolvi amar!

A começar pelo elenco, que é sensacional e reúne diversos nomes de peso: Meryl Streep, Julia Roberts, Ewan McCregor e outros atores ótimos!

A história se constrói ao redor de uma família desunida e totalmente descompensada, como diria minha mãe, que conta com um pai alcoólatra, uma mãe viciada em remédios, com câncer na boca,  três irmãs que não fazem a mínima questão de se ver, uma tia louca e inconveniente, um primo com desenvolvimento intelectual meio aquém do esperado e outros personagens com problemas igualmente desesperadores (alguém se identificou com as menos uma das situações??). Well, esta família tem que se reencontrar à força após o sumiço e morte do pai, o que deixa a mãe surtada e desencadeia diversos desentendimentos, problemas e muitas verdades vem à tona. O filme mostra de forma brutal como lidamos mal com os nossos fracassos e sofrimento, e como muitas vezes deixamos a pior parte da nossa natureza justamente para as pessoas que amamos mais!

Traições, preferências por parte dos filhos e dos pais, violência, preconceito, superficialidade, vícios, incesto… todos estes temas são tratados no filme! Julia Roberts está “inteira”, de corpo e alma, na atuação como a filha mais durona, que mais briga com a mãe, mas que, ironicamente, também é a mais parecida com ela.

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(Meryl Streep e Julia Roberts se entregam ao papel)

“A vida é muito longa” – o filme começa com esta frase de T.S.Elliot, que mostra perfeitamente o quão longa a vida se torna quando a existência e problemas são insuportáveis!

Para deixar o clima mais difícil e pesado, a fotografia do filme, que é ótima, retrata perfeitamente o calor (seja das emoções, seja da temperatura insuportável da cidade em que o filme se passa). Eu juro, que apesar do ar condicionado do cinema, às vezes eu podia sentir o calor da tela me incomodando..

Completando o elenco perfeito, trama difícil e fotografia realista, a trilha sonora fica à cargo do excelente Gustavo Santaolalla, responsável também pelas trilhas de Brokeback Mountain e Babel.

Para terminar (e aqui vem um spoiler, fujam!), a história não acaba bem! E quando você já não aguenta mais tanta tristeza, e está aliviado por ter conseguido acabar o filme, os créditos são ao som de “Last Mile Home”, do Kings of Leon, música linda, mas como diz o Thiago, dá vontade de chorar!

Eu sei que é um tema bem pesado para começar o ano, mas como estamos em período de resoluções e metas, nos ajuda (pelo menos me ajudou!) a repensar várias atitudes, a estar mais próximo daqueles que amamos, para não nos tornarmos estranhos em algum momento futuro, e como tornar os nossos dramas e de nossos familiares mais toleráveis, com mais aceitação e menos acusação, e também a agradecer de coração a família que temos, com problemas bem menores que os do filme (assim, espero!)…Afinal, todos nós temos famílias disfuncionais em algum aspecto, e é papel de cada um lidar com esta situação da melhor maneira possível!

Depois do filme, vale a pena sair, tomar um café, um sorvete, esfriar a cabeça antes de voltar para casa…

O filme está em cartaz em vários cinemas da cidade – Cinemark, Reserva Cultural e afins… mas eu recomendo ir em um cinema menor, menos lotado, em uma sessão em horário mais alternativo, para que você tenha tempo e silêncio para lidar com seus sentimentos…

One comment

  • Eu ainda não assistí o filme mas só pelo elenco deve valer a pena! Já tinha lido a sinopse tbém, talvez vá nesse final de semana! Tendo um pouco mais de idade que vcs ( Mi e Thi) digo que a vida tem me ensinado que não existem famílias perfeitas e diga- se que desde o começo da bíblia não existem pessoas ou famílias perfeitas, talvez umas com mais problemas que outras! A vida em si não é fácil, tudo vai depender no que acredita, em onde está sua esperança, na capacidade de perdoar. Seguindo nas minhas conclusões (e digo isso pq a minha sogra mora aqui! Mas não só por causa disto) na vida não perca tempo com picuinhas que não valem a pena ou não agreguem nada pois vai perder tempo com elas, preste atenção na essência das relações com as pessaos e reconheçam as coisas boas que podem oferecer, ninguém é totalmente bom que não tenha coisas ruins também e acho que para completar ao perder dois colegas novos diria que não se esqueça de dizer que ama os que realmente ama sempre que tiver oportunidade: irmãos, pais , tios, primos, filhos, maridos, avós, amigos de trabalho, amigos de curso etc….. Escreví muuito , mas diria que estava sentindo sua falta! Beijinho! Até a próxima!

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