Padoca do Maní: o novo hit da cidade


Para entrar no nível do Carnaval, sqn, já que não sou da parada!

São Paulo é uma cidade engraçada! Apesar de ser uma cidade tão grande e cheia de novidades e lugares novos o tempo todo, parece que tem alguns estabelecimentos que tem o poder de fazer toda a mídia e todo mundo só falar sobre isso, até surgir o próximo hit. E assim é a Padoca do Maní, a nova febre da cidade! Só se fala sobre isso. E eu até entendo, afinal o Maní e a Helena Rizzo são figuras mais que importantes na cena gastronômica brasileira e mundial, até.

Padoca do Maní - Bem vindos - Magali Viajante
Mais engraçado que isso, porém, é ler os comentários tão divergentes e diversos sobre o tal do lugar. Eu acompanho vários blogs e publicações de gastronomia diariamente, e dois grandes blogs estão protagonizando as opiniões mais extremas e antagônicas possíveis. Enquanto em um, a blogueira achou tudo incrível, maravilhoso, um conto de fadas; no outro blog, o cara achou tudo uma bela de uma porcaria.

A Internet é assim hoje. Um espaço para se expor as opiniões, sejam elas boas ou ruins. Aliás, o mais incrível é como tem hater na internet hoje. Concordo com alguns pontos específicos dos dois blogs, mas mesmo que eu discorde, não acho que isso seja motivo ou me dê o direito de xingar, insultar ou qualquer coisa do tipo. Não gostou do blog, para de ler. Essa é a pior coisa para um blogueiro que liga para as suas visualizações no final do dia. Pior do que qualquer xingamento.

Mas voltando ao assunto principal, depois do desabafo. Eu amo o Maní. Mesmo. Acho que a Helena Rizzo faz um trabalho incrível e todas as vezes que estive lá, saí completamente surpreendida e feliz.
E minha curiosidade foi ainda mais aguçada depois dos comentários que li.
Aí decidi ir lá no sábado de manhã.

O lugar, na mesma rua do Maní, na Joaquim Antunes, é lindo. Super agradável, com um clima meio praiano. Ok, em nada se parece uma padaria, ou uma padoca, mas porque temos que nos ater à referência antiga que temos de algumas coisas?

Padoca do Mani - Varanda - Magali Viajante
Estava cheio e logo me senti meio perdida. Serviço confuso, nenhuma indicação de onde pedir, onde pagar, como sentar em uma mesa.
Perguntei para uma das atendentes se havia uma lista de espera, algum sistema para organizar as pessoas que chegam e desejam sentar. “Não”, ela me disse. “Você espera por uma mesa e quando vagar, senta.” Simples assim.
Mas não é tão simples, né?

O lugar não tem uma área para esperar, ou você fica na calçada (que está tomada por mesinhas), ou se apertando entre as mesas da varanda, ou se esgueirando das outras pessoas no salão principal, que é bem pequeno.

Tirando o fato que é bem desagradável você ficar secando a família que está tomando o café da manhã tranquilamente no sábado de manhã, tentando apressá-los para que levantem logo e que você possa sentar. Se na praça de alimentação do shopping Morumbi de dia de semana já acho isso insuportável (mas compreensível), imagine para tomar um café tranquilo no sábado de manhã? Nem pensar.

Também fiquei com medo da confusão, sabe? Aquele monte de gente recém levantado da cama, morrendo de fome, disputando uma cadeirinha ou um espaço da mesa. Não vale o conflito. Acho que estou ficando velha.

Decidi então, pedir alguns itens e provar em casa mesmo, no conforto e frescor (mais ou menos, com esses dias quentes e sem ar condicionado) da minha varanda.

Foi meio confuso pedir… Não sabia se podia pegar os pães diretamente, o que eu deveria pedir no balcão, e não havia ninguém para orientar.

O cardápio, escrito na parede
O cardápio, escrito na parede

Depois de ficar correndo atrás do rabo um pouco, acho que entendi como a coisa funcionava: os pães que estavam na prateleira lateral, fazem parte do auto-serviço, o restante, você pede no balcão.

A lateral dos pães
A lateral dos pães

Pegamos então: uma focaccia, um pão da casa e uma broa de milho do auto-serviço, e no balcão pedimos três enroladinhos de salsicha, um muffin de banana, uma cuca de uva e um bolo de chocolate. Queríamos também pão de queijo, mas havia acabado e demoraria mais uns 10 minutos para sair. Não tinha onde esperar.
Pagamos e fomos comer em casa.

Padoca do Maní - Balcão - Magali Viajante

O saquinho para pães funciona super bem, mas para colocar outras coisas mais delicadas, não dá tão certo não. O bolo de chocolate, por exemplo, chegou meio amassadinho, ainda mais que na correria a mulher colocou entre outras coisas na sacola…

A embalagem: bonita, boa para os pães, mas não funciona para os itens mais delicados
A embalagem: bonita, boa para os pães, mas não funciona para os itens mais delicados

Tudo servido, bonito no prato, vamos começar a degustação:

O enroladinho de salsicha foi uma unanimidade. Todos gostaram. Simples, mas com uma massa adocicada e bem levinha. Leva de volta à infância. Ponto para a Padoca.

Enroladinho de salsicha: um dos itens que mais gostamos!
Enroladinho de salsicha: um dos itens que mais gostamos!

Em seguida,  partimos para o pão da casa. Perfeito para comer com uma manteiga boa. Crosta bem crocante, interior macio, nada elástico e sabor pouco azedo. Uma delícia e mais um ponto.
Padoca do Maní - Pão da casa - Magali Viajante

Depois a focaccia. Eu amo focaccia, e dificilmente consigo comer uma muito boa, pois o Thiago faz uma que aprendeu no tempo em que trabalhava em um lugar que fazia o melhor café da manhã da cidade que é imbatível. Eu achei deliciosa a do Maní. Macia, molhadinha, com sal e cebola na medida e bastante gosto de azeite. O Thi e minha irmã ficaram um pouco decepcionados, pois juram que estava escrito lá que a focaccia era de tomate, e não veio nada de tomate. Eu não me lembro deste detalhe mesmo, então prefiro me abster. Mais um meio ponto.

Padoca do Maní - Focaccia - Magali Viajante

Por último, dos salgados, a broa de milho. Minha irmã adorou. Eu achei bem seca e meio sem graça. Meio ponto só. Esqueci até de tirar foto.

Aí começamos os doces. Acho cuca um doce delicioso e que eu não sei fazer e nem onde encontrar uma boa em SP. Continuo sem saber, porque a do Maní não me agradou nada.
Primeiro porque não tinha massa de cuca. A massa era igualzinha a de um pão doce desses com cobertura de coco que você encontra em qualquer padaria.
E a parte de cima nem tinham tantas uvas assim, ou seja, faltou aquele gosto de cuca de verdade.
Esse foi uma unanimidade negativa. Ninguém gostou!

Cuca, a grande decepção!
Cuca, a grande decepção!

Depois veio o muffin. Gostoso, bem integralzão, com gosto de castanhas e açúcar gostoso. Gostamos, mas ninguém ficou louco ou quis morrer por aquele muffin. Meio ponto.

Padoca do Maní - Muffin de banana - Magali Viajante

O bolo de chocolate foi o grand finale. Apesar de estar meio borocoxô por causa do pacote que foi feito, o bolo realmente é uma delícia. Chocolate meio amargo, calda espessa, massa macia. Esse vale a pena. Só merecia mais cuidado na embalagem.

O bolo também estava campeão, pena que estava meio baqueadinho da embalagem!
O bolo também estava campeão, pena que estava meio baqueadinho da embalagem!

O resultado? Ficamos felizes sim. Acho que eu particularmente esperava mais, mas tenho uma opinião mais moderada comparando com os outros dois blogs que citei.

Se você tiver disponibilidade e puder ir durante a semana, acho que a experiência será mais agradável que a minha e talvez você consiga comer por lá mesmo.
Mas como a grande maioria das pessoas que conheço só conseguem sair no final de semana, não voltarei lá até que o serviço esteja mais afinado, menos confuso e mais organizado, como é na casa mãe.
Mas se estiver pela região e quiser comprar um pãozinho para o café da manhã em casa, vale a pena sim.

Padoca do Maní
Rua Joaquim Antunes, 138 – Jardim Paulistano – 3482- 7922
Durante a semana, das 8h às 16h, finais de semana, das 8h às 14h.
Gastamos R$ 35,50 em todos estes itens que comentei acima. Achei o preço bom!

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