O que a Magali assiste!

(Escrevendo ao som de Rita Pavone – Il Ballo del Matone)

Nossa, como o tempo voa né? Hoje, dia 06 de fevereiro, o Magali completa dois meses de vida. Que lindo!! Nem parece que já faz tanto tempo…

Apesar de parecer, eu não vivo só de comer. Como uma pessoa normal, faço outras coisas também, tipo trabalhar (bastante), dormir (pouco), namorar, passear, assistir TV… E cultura é um ponto muito importante para mim. Adoro ler, assistir filmes, ir em exposições, concertos, festivais de dança, tudo! E curto muito também ver um filminho em casa… Sou uma alma velha e sim, AINDA, alugo filmes na Blockbuster (shame on me, ha!)

Alerta de spoiler: É tudo filme velho!!!
Tem um menino aqui no prédio que eu moro que deve ter a minha idade… Uma vez, a gente se encontrou no elevador e eu estava, envergonhada é lógico, com uma caixinha de VHS (mentira, DVD, não sou tão velha assim) da Blockbuster da mão. Tentar esconder, enfiar a cabeça no chão igual uma ema, fingir que não falava português, nada disso funcionou… O olhar dele foi direto para a maldita caixinha e, por mais educado que ele tentasse ser, não conseguiu esconder sua admiração: “Nossa, você ainda aluga filme? Nem sabia que ainda existiam locadoras.”(Detalhe, só na nossa rua, tem duas grandes). “Você nunca ouviu falar de Netflix?”. Nem lembro qual foi minha resposta, mas provavelmente devo ter pensado – Vai cuidar da sua vida mermão… E aí, que eu alugo filme ainda? E você, que é feio? (Parafraseando meu melhor amigo, Rodrigo).
Mas no fundo, eu fiquei pensando, tentando achar desculpas para o meu velho hábito…
1. Acho legal mesmo ir na locadora e ficar vendo várias capinhas de filmes, escolhendo, na maior dúvida
2. Também acho um exercício de tolerância e de desprendimento de aceitar o que o outro quer… eu sempre quero drama, e o Thi, guerra
3. Sempre acho umas coisas que eu nunca ia lembrar de assistir, só assisto porque apareceu na minha cara
4. Só é chatésimo na hora de entregar!

Bom, sei que o Netflix já tem uns 450 anos e não me pergunte o porquê só nos deu na telha de assinar agora… (o engraçado é que nunca tinha passado nem pela minha cabeça, nem pela do Thi, e de repente, no mesmo dia, os dois tiveram a brilhante e inovadora ideia de ter o Netflix).
Pegamos o free trial, e agora estamos com aquela sensação de pobre: “Vamos aproveitar enquanto é de graça!”e por isso estamos assistindo filmes adoidado, como se o Netflix fosse acabar amanhã… (Talvez isso explique as nossas olheiras e bocejos pela manhã no trabalho).

No primeiro dia, estava muito difícil escolher e o Thi deixou a árdua tarefa para mim. Quis reviver minha vida do luxus (uma excelente fase, btw) assistindo à Bling Ring, que eu já queria ter visto no cinema, quando lançou, mas por algum motivo, não rolou.

Imagem

O filme conta a história verídica de uma gangue de adolescentes que entrava na casa vazia das celebridades para roubar artigos de Luxo, como roupas, sapatos, bolsas…tendo seus 15 minutos de fama! Eles entraram na casa de pessoas bem famosas, tipo Paris Hilton, Lindsay Lohan, e até da MUSA Rachel Bilson! Que absurdo!! Mas bem que eu queria dar uma espiadinha Big Brother, oi? no guarda-roupa dela. A graça para estes marginais-zinhos, parafraseando minha amiga Sheherazade, era postar tudo nas redes sociais e se exibir com os plaquê de cem, portando os kit, os cordão que brilha!
Eu me interessei bastante em ver como a Sofia Coppola ia retratar esta história, e o lado social desta história…
Mas o filme é uma bomba, de tão ruim… a história não desenvolve, os personagens não são explorados e são tão superficiais quanto sua própria existência. Uma hora e meia de pura chatice! Não vale, nada! Nem mesmo de graça, no Netflix… Ainda bem que não aluguei, ia me sentir no preju!

Imagina como o Thi ficou feliz em assistir este filme!! Ai, meu Deus, um dia ele ainda me mata!

O que mais gostei do filme: relembrar LA!
O que não gostei muito: do filme…

———————
No dia seguinte, já um pouco recuperados do fiasco cinematográfico do dia anterior (eu pelo menos, o Thi deve estar perturbado até agora), disse para o Thi que a responsabilidade da escolha era dele. E claro que deu certo, né?

Ele escolheu um filme argentino, com o Ricardo Darín (ah! espertinho! Era lógico que eu ia gostar… adoro cinema argentino, e sou fã do Darín…). Assistimos Nove Rainhas, história bem construída com final surpreendente sobre dois golpistas que querem vender um selo raríssimo falsificado. Com o desenrolar do filme, você é levado a acreditar em uma realidade, e quando chega ao final, fica boquiaberto com o jeito que você foi enganado!
Adorei os diálogos, o lado emocional dos personagens, ouvir as gírias portenhas, além do show de atuação do Darín! Vale muuuuito!
Algumas pessoas podem achar meio parado, mas fique até o final!
Imagem
(Adorei esta cena!)

O que mais gostei do filme: Darín, sendo Darín!
O que não gostei muito: no Netflix estava classificado como suspense. Não!

——————
Aí como o saldo estava positivo, decidi não me arriscar, e deixar a boa impressão do último filme com o Thi! Queria muito ver a série “Orange is the new black”, mas sabia que ele ia O-D-I-A-R! E mesmo ele estando Drunk in Love por mim, melhor não abusar, né? hahahaha

Imagem
(My new obsession!)
Aí aproveitei um horário que ele não estava em casa, e assisti, meio que escondida, o primeiro episódio. Como eu já suspeitava, amei! E agora tenho que ficar me policiando para não assistir toda a primeira temporada de uma vez só, mas juro, que só vi um episódio!
A série conta a história de uma mulher que se meteu em uma roubada porque estava apaixonada (quem nunca?), e depois de 10 anos, achando que nada aconteceria, foi condenada a 12 meses de prisão. A questão é que ela é uma mega patricinha (gíria que revela a idade), ligada em moda, beleza, saúde, e totalmente sem noção de realidade!
Ao chegar na prisão, ela tem seu momento reality check, e aí a série começa a ficar boa… Já estou ansiosa pelo drama que vai ser o segundo capítulo. Se você souber, não me conte, please! Senão, como sua cabeça, tipo uma tortuguita!

O que mais gostei: de dar risada imaginando umas amigas minhas nesta situação
O que não gostei muito: que não pude (não devo) assistir mais!

Seria bem legal discutir com o Thi o seriado, mas não vou transformar as noites dele em um calvário, igual eu fazia com The O.C. (bons tempos!)

Resumo da ópera: Mulheres, assistam Orange is the new black – Homens, assistam Nove Rainhas… Viu como o Magali é democrático?? E mesmo com Netflix eu consigo exercitar minha tolerância??