O fiasco da inauguração do Tony Roma's no Brasil!

(Ouvindo Trouble, da Taylor Swift, enquanto escrevo… Por que será? Hahaha)

Oie! Vocês lembram que eu falei sobre Moema no post que fiz sobre o Museo Veronica. Pois é, o bairro acabou de ganhar mais um representante gastronômico negativo. Todas chora!

Nunca tinha ido ao Tony Roma’s na minha vida. E também tive pouco, ou quase nenhum contato com a marca. A única coisa que sabia sobre ele é que era “famoso por sus costillas”, slogan que o Thiago tomou conhecimento quando morou no Peru. Passei por um no Chile e outro no Peru, mas ambos não me chamaram atenção… Quando vi que ia abrir no Brasil, e em Moema, pensei em ir sim, mas sem grandes expectativas. O que eu esperava era que ele fosse um novo Outback no bairro (que também não é mil maravilhas, mas talvez teria menos filas, o que se tornaria automaticamente uma alternativa para ir com um grupo específico de amigos ou com a família que curte).

Aí estávamos passeando por Moema com um casal queridíssimo de amigos, que tiveram uma experiência bel legal no Tony Roma’s nos Estados Unidos e tinham recordações meio mágicas daquele momento. Topamos na hora almoçar lá, para conhecer um lugar novo, reviver uma história bacana dos nossos amigos, e também porque já estávamos com a barriga nas coisas de tanta fome. Rs!
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(A fachada, em Moema)

Quando entramos lá, eu achei o ambiente bem bonito, classudo (leia-se: bonito e classudo para uma rede americana. O mesmo não se aplica para qualquer outra categoria de restaurante), mais legal e menos escuro que as outras redes que encontramos pela cidade. De cara, pelo visual do lugar, achei que teríamos uma boa experiência… Como sou ingênua!

Foi só chegar ao hostess que já senti que algo não ia bem… e que a experiência não ia ser tão boa quanto eu queria… Apesar do restaurante não estar lotado (tinha bastante gente, mas nada desesperador), o atendimento inicial demorou, e quando nos mandaram para uma determinada mesa, a garçonete veio dizendo que aquela já havia sido ocupada e nos encaminhou para outra (que sinceramente, não vejo problema nenhum… falhas de comunicação podem acontecer em qualquer lugar, ainda mais na abertura).

Sentamos bem embaixo do ar condicionado, o que para mim foi um sonho, visto o calor da bobônica que fazia.
A garçonete se apresentou, falou um pouco da casa. Ela era bem simpática e esforçada, mas claramente estava mais perdida que cego em tiroteio, não tinha domínio do cardápio e estava se esforçando ao máximo para “encobrir” todas as falhas da casa…
Pedimos as bebidas e recebemos um couvert, composto de bagel com gergelim e manteiga. O pão estava bem gostoso, mesmo, mas nos foi servido apenas um. Isso mesmo, UM! E não era do tamanho do pão do Outback, era um pãozinho meio individual, que dava  no máximo para umas duas pessoas… Mas estávamos em quatro. Comemos o pão rapidinho, achando que iriam repor, mas nada… Nós quatro recebemos um só pãozinho. E estava gostoso, por isso queríamos mais!
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(Foto do cardápio)

Na hora de escolher as entradas, perguntamos quais eram as especialidades da casa, e fomos informados qque eram os Flatbreads (que ninguém ensinou a coitada a pronunciar corretamente) e o camarão… Quando perguntamos o que vinha no prato, ela pegou o cardápio para ler, porque não sabia de cor (um adendo: os restaurantes tem uma mania de não apresentar os cardápios para os seus funcionários, ou seja, na maioria das vezes, o atendente nunca comeu e nem recebeu uma explicação boa de como aquele prato é feito. Os gerentes e donos muitas vezes consideram um investimento desnecessário. Agora me diz: Como um garçom vai indicar um prato, se ele não sabe como é feito e nem o gosto que tem? Aí não vai estar dando, né pessoal, rs!! Isso claramente estava acontecendo aqui – alguém disse para ela: “Vende o fletibrédi que é bom” e assim foi!)

Pedimos o de carne com cogumelos (tinha a opção de frango tb). Quando chegou, estava bonito, e estava gostoso também. Não gostamos do fato da carne estar bem seca, mas isso passou. Estávamos querendo o prato principal, as famosas costillas.
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(Nosso flétibrédi!)

No meio tempo, o Thi perguntou se podia trocar a sua limonada refil por um chá, pois queria experimentar… a garçonete não sabia responder e chamou o gerente… Eles trouxeram o chá com limão siciliano, conforme o pedido do Thi, mas que tinha um gosto péssimo de Pinho Sol. Ninguém conseguiu beber!
De principal, nossos amigos pediram “Filet Medallions and Baby Back Ribs”, um prato de filet com a famosa costela. Foram alertados pela garçonete (a fofa desinformada) que era pouca comida para duas pessoas. Eles, desconfiados, resolveram manter o prato mesmo assim, e se fosse necessário, pediriam alguma coisa depois.
Nós pedimos las famosas costillas, doidos por um bom pedaço de carne. E aí começou o nosso calvário!

(Pausa para um minuto de silêncio. Música para este momento triste, por favor!)

Enquanto esperávamos o nosso prato, a nossa querida amiga garçonete perguntou aos nossos amigos se eles não queriam trocar o prato por um igualzinho, só que vinha com camarão também, que segundo ela, era bem mais gostoso! (Fez um upselling, palmas para ela!) Eles toparam e ficaram esperando, com água na boca, por filé, camarão e costelinha!

Lá pelos 15 minutos de espera, uma garçonete entregou um prato que não era o que eles tinham pedido. Recusamos e continuamos esperando…

Depois de uma espera de uns 25 minutos, chegou o prato deles, COM DOIS CAMARÕES! Uma explicação se faz necessária, neste caso: não eram dois lagostins, nem dois camarões tigre, nem camarões de Itu, nem camarões gigantescos contaminados da água chinesa… eram dois camarões tamanho normal, daqueles que a gente compra do Qualitá sabe? 2, dois, não 3 e nem 22! Ela indicou o prato melhor, quase 10 reais mais caro, por causa de dois míseros camarões!

Até este momento, o nosso prato não tinha chegado. Pedimos para eles irem comendo…

A carne, pedida malpassada, estava crua (eu amo carne malpassada, sempre peço assim, e sei de pontos de carne, mas essa meu amigo, estava cruazinha mesmo). Nosso amigo não quis reclamar e comeu assim mesmo. Nossa amiga preferiu não comer a carne. Disseram que a costela estava boa, mas estavam envergonhados de comer sem que a gente tivesse recebido um prato.

Eles comeram metade do prato, e o nosso? Não chegou!
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(Está vendo o nosso prato aqui? Não? Nós também não, porque ele nunca chegou!)

Chamamos a garçonete, que se desculpou pelo camarão, pela espera, e pôs a culpa na cozinha: “Vieram só dois camarões? Não acredito! A cozinha faz as coisas e o garçom tem que dar a cara à tapa” foi a frase dela, e disse que estava uma loucura, mas que ia apressar nosso prato.

Eles terminaram de comer. Nosso prato deve ter ido passear em outra mesa.

Chamamos a gerente, que pediu desculpa, com uma cara de pânico, mas disse que abertura é bem difícil! Nosso prato já devia estar chegando, disse ela.

Passados cinco minutos, o prato não chegou. Cancelamos, pela falta de respeito e pela falta de tesão de comer o maldito prato, que de fama, só deve ter o atraso mesmo!

Nessa hora, já estávamos bem bravos, mas até a fome tinha passado, de tanta decepção. Já trabalhei em inauguração de restaurante e sei como difícil pode ser, mas sou da seguinte opinião… é melhor atrasar em uma semana e ter o treinamento adequado, com a operação mais redonda possível, do que abrir às pressas, só por abrir, e ser esta maravilha sqn de experiência!

Dissemos que achávamos errado pagar pelo prato mais caro (de camarão), porque tinha sido uma indicação da garçonete e ela mesmo concordou que era um absurdo ter apenas dois camarões lá! (Eles eram tamanho 75/90 – ou seja, em um kg de camarão, tem mais ou menos de 75 a 90 unidades, para vcs imaginarem o tamanho).
A gerente pediu mil desculpas, deu um desconto de 20% na conta e disse que esperava sinceramente que a gente retornasse…

Meu antigo chefe, obcecado por detalhes, sempre dizia que se o cliente percebesse uma coisa errada, por menor que fosse, a tendência de toda a experiência ir por água abaixo era enorme!! Concordo plenamente com ele… no final, tudo lá já estava uma bomba para mim e eu só queria ir embora…

Como desgraça pouca é bobagem, fui até o banheiro, entrei na cabine e a porta não fechava… Agora me diz, se é no bar do Zé da esquina, que há 20 anos não vê uma manutenção, você até releva, mas qual a desculpa para um lugar que abriu há uma semana já ter uma estrutura toda lascada?

Para completar, e coroar a experiência com a cereja estragada do bolo, esperamos cerca de 20 minutos pelo nosso carro no valet. 20 minutos, embaixo do sol que tem feito… animal, né?

Resultado: saímos bravos, com fome, chateados, mas acima de tudo tristes pela recordação dos nossos amigos ter sido manchada… É lamentável como as empresas vem o Brasil como uma praça atrativa, interessante financeiramente, mas não se esmeram em nada para fazer algo caprichado, no padrão… E como o brasileiro aceita essas porcarias sem reclamar, sem se impor… Triste isso!

Afinal, combinamos de voltar lá em 31 de fevereiro daqui uns 3 meses, para darmos uma segunda chance. Pelos nossos amigos. Porque o meu estômago e bolso preferem o Bar do Zé da Esquina!

O que mais gostei de lá: O senso de equipe dos funcionários. Um jogando a culpa no outro pela demora e ineficiência. Bravo!
O que não gostei muito: Acho que nem preciso falar né?

Minha sugestão: Saia correndo… para o lado oposto! Fuja!

Tony Roma’s (http://www.tonyromas.com/sao-paulo)
Avenida Lavandisca, 717 – Moema – 3807-0717
Segundas à quintas, das 12h às 15h e das 18h às 23h; sextas, das 12h às 15h e das 18h à 0h; sábados, das 12h à 0h e domingos, das 12h às 23h.
Mesmo com o cancelamento do nosso prato, a cobrança do prato sem camarão e os 20% de desconto, ainda gastamos uns R$ 80, no total! Absurdis!

Se ainda estivéssemos lá, pergunta se nosso prato já teria chegado? Hahaha
O seu Tony Roma’s (não sei se ele existe, tampouco se ainda está vivo) deve estar se revirando no túmulo neste momento…
Pelo menos fez bem para a nossa dieta, hahahaha

7 comments

  • Eu tive a infelicidade de nao ter lido essa resenha antes e fui no Tony agora em Abril e passei pela mesma coisa. Demora de 40 minutos para vir um prato. E pedi, esse combo com os 2 camaroes! Nao era erro entao! Eles fazem de sacanagem pra ver se cola! Gastei 140 reais por 1 cebola+ 1 combo+2 sucos+ valet. Nao recomendo pra ninguem! Esse lugar eh uma armadilha!

    • Olá Patrícia,

      Obrigada pela visita e pelo comentário!
      Fico triste que, como eu, tenha tido uma experiência negativa por lá.
      Mas tenho certeza de que vai encontrar algumas dicas aqui no blog para não cair mais em roubadas como essa.
      Espero que volte sempre!
      Bjs!

    • Oi Fabiano,

      Obrigada pela visita!
      Problema zero de comer no McDonald’s de vez em quando… e garanto que teria sido melhor do que essa visita que fizemos ao Tony Roma’s.

      Abração!

  • Obrigado por compartilhar tua experiência com o Tony Romas brasileiro. Eu já visitei o de Miraflores (Lima/Peru) e sempre foi sensacional. Eu sou cliente assíduo do Tony Romas em Miraflores (no Shopping Larcomar a beira do mar) e posso garantir: O atendimento e os pratos são excelentes. Volto sempre lá, já devo ter ido umas 20 vezes…

    • Oi Daniel,

      Obrigada pela dica! Já estive em Lima, mas nunca comi no Tony Roma´s de lá. Da próxima vez que eu for, eu experimento.
      Pena que o daqui (como tantas outras franquias que vem pra cá) não acertou a mão…

      Um abração

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