MaiFest: Comida alemã no Brooklin!

Esse final de semana foi bem animado para o tema “Comida” em SP: inauguração do Festival de Comidinhas na Vila Olímpia, Mercado Gourmet na Hebraica e MaiFest no Brooklin.
Na impossibilidade de conseguir visitar todos, a Magali tentou ir em dois, mas como essa cidade me maltrata muito, por causa do trânsito e da chuva, só consegui ir em um… E o escolhido foi o MaiFest, no Brooklin.

Confesso que sempre tive um pouco de preconceito com esses festivais culturais, nunca tive coragem de botar o pé em um Nossa Senhora da Achiropita, por exemplo. Sempre achei que ia ser cheio demais, multidão mal educada pisando no meu pé, comida ogra bem meia boca, estacionamento caro, flanelinha querendo extorquir, e eu surtando, preocupada com a minha bolsa e com vontade de ir no banheiro…

Mas por alguma razão obscura, eu tenho tentado me tornar uma pessoa mais paciente e menos preconceituosa, e esse final de semana, fiquei até com vontade de ir conhecer este tal de festival alemão, o MaiFest, que acontece todo ano.

A primeira tentativa não foi das melhores: sábado à noite, chuvinha chata, 1h30 de Pinheiros até o Brooklin, estacionamentos caros, sem lugar decente para estacionar na rua, CET virada no Jiraya das multas e lotação mais que esgotada da feira… Desistimos!
Mas, como uma Magali superior, decidi que todo lugar merece uma segunda chance, e me programei para ir cedinho no domingo, antes do almoço, lá pelas 10h30.

Ainda bem que eu voltei!

O MaiFest, tradicional Festa Alemã, acontece todos os anos no Brooklin, no quadrilátero formado pelas ruas Joaquim Nabuco, Barão do Triunfo, Princesa Isabel e Bernardino de Campos.
Estava bem organizada, com muitas barraquinhas de comida, artesanato, atrações como música, dança e teatro, público familiar, e não estava tão cheia, graças ao tempo feio que fazia em SP.

Assim, a feira não era completamente alemã, mais estava para uma feira multicultural, com barraquinhas de comida portuguesa, milho verde, pastel, shimeji… Mas, obviamente, também tinham barracas de comida típica alemã, como eisbein, chucrute, salsichas variadas e strudel. Além do chopp, que não poderia faltar!

A gente estava com muita fome, mas começamos com um reconhecimento da feira, para ver tudo o que havia de bom e assim, escolher mais sabiamente.
Começamos com um salsichão de porco grelhado, com mostarda Berna! Eu adoro as salsichas alemãs: o sabor marcante, a textura, a capinha firme e quase crocante. Nada a ver com o que a gente chama de salsicha de papelão Perdigão!

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– Olha só o salsichão aí gente! – 

Provamos a de porco e a de vitela. Eu gostei mais da de porco (que estava uma delícia!), achei a textura da de vitela meio borrachuda!

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– No melhor estilo, Yo! – 

Para acompanhar, pegamos um chopp, e aqui vai a minha primeira crítica ao festival: ele era todo patrocinado pela Chopperia Ashby (no comments!). O mínimo que eu esperava, de um festival alemão, era ter cervejas e chopp alemão para o público provar… ou ao menos várias opções, sejam elas nacionais ou importadas. Morrer no chopp Ashby ninguém merece, não é?

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– As mina pira no Chopp Ashby (OMG! No!) – 

Depois, resolvemos sentar em um dos “restaurantes”para comer. Esses espaços, na verdade são grandes tendas com mesas e cadeiras para as pessoas se acomodarem. Estava organizado e o cheiro do joelho de porco matava qualquer um de vontade!
Sentamos, pedimos um sanduíche de joelho de porco, um salsichão (mais um) vermelho e uma salada de batata.
O joelho de porco, que estava sendo assado em grandes churrasqueiras na frente de todo mundo, poderia ser comprado inteiro (para várias pessoas esfomeadas) ou dentro de um sanduíche individual.

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– Olha a lindeza destes joelhos de porco assando! – 

A carne estava realmente muito boa, suculenta, macia, e muito saborosa. Pena que o pão estava tão funheco, coitado! Um pãozinho francês esperto e crocantezinho teria feito toda a diferença ali!

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– O prato familiar – 

O salsichão estava bom, mas nada de espetacular! O primeiro, da Berna, estava bem mais gostoso.
Já a salada de batata, até estava gostosinha, mas tão sem personalidade, que acabou sendo só um acompanhamento sem graça do nosso joelho!

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– A foto tá melhor que a comida! – 

Depois disso, resolvemos andar, ver alguns artesanatos e ouvir música, para gastar um pouco da comida… No caminho, decidimos pegar uma Apfelstrudel… somente regular, gostosa, mas não aquele Strudel da vó alemã (que eu não tenho), de chorar de bom!

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– O strudel (que não era da vovó) e a minha unha com esmalte descascado indo direto para a Blogueira Shame! – 

Decidimos então ir embora (a chuva estava apertando) e tentar ir no Festival de Comidinhas, mas quando chegamos lá, tinha gente saindo pelo ladrão e desistimos!

Voltando à MaiFest, a minha conclusão: SP precisa de mais festivais e espaços de convivência, precisa ser uma cidade mais aberta ao compartilhar e ao diálogo… e festas assim são o símbolo do democrático, para mim… Lá, tinha velho e criança, gente rica e gente mais simples, mas todo mundo feliz, e de sorriso no rosto, de andar por ruas que normalmente são tomadas por trânsito e carros, e compartilhar com a família, o amigo ou quem quer que seja (vai que você gosta de compartilhar com as inimigas?) a comida, o tempo…

O que mais gostei: Várias barraquinhas vendendo embutidos artesanais para levar para casa, um mais gostoso que o outro. Nem preciso dizer que enchi a despensa, né?
O que não gostei muito: Não tinha banheiro!!!! Fica difícil depois de tomar o delicioso (sqn) chopp Ashby!
Dica que vale ouro: Ano que vem, se você for, estacione no Carrefour, na Avenida Santo Amaro. Esse ano, eles estavam cobrando R$ 5 reais a hora, diferentemente do Pão de Açúcar, que para evitar que pessoas estacionassem ali, cobravam absurdos R$ 50 reais. Que deselegante!!

Decidi que darei uma chance às outras festas sim. Como eu vou saber se gosto se não for??

Infelizmente, a MaiFest deste ano já acabou. Mas ano que vem tem de novo, e quem sabe, a gente não se encontra lá, para um joelho de porco, e quiçá, um chopp alemão??

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– Teve até gaita de fole no final. Falei que era uma festa multicultural? –

 

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