Holy Burger: Santo Pudim!

Já faz tempo que o Holy Burger estava na minha listinha de lugares a visitar. Além de estar bombando na mídia, eu tinha conhecido os caras na época que eles ainda não tinham espaço fixo, na abertura do Butantan Food Park. Naquela ocasião, eu gostei muito do burger e da proposta deles e quando li que iam abrir um espaço próprio, fiquei feliz e com muita vontade de conhecer.

+ Minha primeira visita ao Butantan Food Park + 

Aí rolou de ir este final de semana.

A casa é minúscula e por isso, se você não quiser ficar esperando muito tempo na calçada, chegue cedo. Eu cheguei às 12h30 de um sábado e ainda tinha lugar pra sentar.

O ambiente escuro, com decoração meio underground, canos e roldanas aparecendo e cover de Milky Chance tocando deixam o lugar bem ~hipster~.

Deixa eu colocar meu óculos, meu gorro e a minha barba...
Deixa eu colocar meu óculos, meu gorro e a minha barba…

Para beber, além das opções de cervejas especiais, pink lemonade (que fica dentro de um vidro enorme no balcão despertando a curiosidade) e, o melhor, água filtrada de graça. Ó, glória!

No cardápio, apenas sete opções de burgers, entre eles um vegetariano.

Quero provar todos
Quero provar todos

Para começar, pedimos uma porção de batata frita grande. E ela é grande mesmo. Dá pra umas três pessoas tranquilo. A batata, feita na casa mesmo e não congelada, vem com casca e estava uma delícia. Mas o melhor da batata é a maionese. Bastante alho, bem temperada e cremosa. Sem dúvida, a minha preferida de SP. (Vale a pena pedir um potinho adicional, porque nem dá vontade de comer ketchup e mostarda com essa maionese…).

Precisava de um balde dessa maionese...
Precisava de um balde dessa maionese…

Pedimos o tradicional Holy Burger (R$25), que vem com queijo prato, bacon, molho de tomate, alface, cebola roxa, picles e maionese caseira no pão branco e o vegetariano Vegê (R$ 15), com tomate, picles, cogumelos salteados, abobrinha, cenoura, cebola roxa, molho de iogurte com gorgonzola no pão preto.

Na hora de pedir, quando perguntado o ponto do burger, o Thiago mandou um certeiro “mal passado”. Aí o atendente perguntou: “Você conhece o ponto da casa?”, Thiago: “Só não quero que o burger venha gelado.”, atendente: “Ah, então é melhor você pedir ao ponto pra mal.”.

Considerações sobre essa conversa:
– Chapa, ponto da casa não existe. Ponto de carne deveria ser igual e padronizado em todos os cantos do mundo. Mal passado, ao ponto e bem passado são conceitos que não variam. Ou não deveriam variar.
– Mal passado vem com a carne gelada? Really?
– Adoro as tentativas para dissuadir o cliente do que ele quer. Entendo que a maioria das casas faz isso para evitar pedidos devolvidos, mas cara, acredite, se eu tô falando que eu quero mal passado é porque eu quero mal passado.

Voltando aos burgers.

Eles acertaram o ponto do burger. Ao ponto pra mal.
O burger é muito bom, bem montado, saboroso, bem temperado e com bons acompanhamentos. Tem alguns que eu gosto mais, tipo o do Bullguer e o do MNB, mas sem dúvida, valeu cada mordidinha.

Holy!
Holy!

+ 5 motivos para ir ao Monday Night Burger +

Quanto ao vegetariano, achei bem legal e interessante eles não montarem um hambúrguer. Na obsessão de servir hambúrguer vegetariano, um monte de lugar acaba fazendo um treco nojento que tem gosto de morte só pra parecer um hambúrguer.
Lá não. Eles fizeram um hambúrguer com vários legumes laminados, cogumelos e iogurte com gorgonzola. Pequeno, honesto, fresco, justo.
Eu, que não sou vegetariana, mas que adoro comer legumes crocantes, adorei a ideia. E gostei bastante do lanche, só achei que poderia vir mais recheio e que a montagem não foi das melhores, pois ele se desfaz inteiro na sua mão quando você tenta comer.
O molho de iogurte com gorgonzola é bem doce e quase não tem gosto de gorgonzola, mas ainda assim, é bem gostoso.
Enfim, acho que o Vegê merece algumas adaptações, mas é mil vezes melhor do que a maioria dos burguers vegetarianos que você encontra por aí.

Vegê...
Vegê…

+ Bullguer: simples e bom + 

Os burguers do Holy são bons, bem feitos e a casa é bem bacana. Mas a visita não estaria completa sem provar a sobremesa mais “instagramada” dos últimos tempos: o tal do Pudim na latinha.

Dear Lord!
Dear Lord!

Aqui tenho que dizer uma coisa muito séria pra vocês. Vá até o Holy nem que seja só para provar esse pudim. Ele vale você tirar a sua bunda gorda do sofá e ir até a Consolação (ou seria Vila Buarque?) pra provar essa pequena delícia. É tipo o verão da lata.

O pudim é grande (dá pra dividir), é delicioso, cremoso, com gostinho de cumaru (que eu não sei direito que gosto que tem, mas senti um gosto diferente no pudim). Ele vem em uma lata e você “desenforma” ele na mesa. Não é muito doce e é sem dúvida, uma das sobremesas de restaurante que mais me dão água na boca nos últimos tempos.

Além de toda a experiência que no overall foi sim, muito positiva (burger bom, sobremesa incrível e preço justíssimo), o Holy ganhou mais uns pontinhos comigo. Eles começaram como um projeto social de uma igreja e uma parte da receita vai para uns projetos que os caras apóiam. Ah! E alguns participantes deste projeto também trabalham ou já trabalharam lá, como uma forma de ingressar no mercado. Sensacional, não?

Só tenho uma coisa pra dizer: fiquei a semana inteira pensando no pudim do Holy. Talvez com certeza absoluta eu volte lá neste feriado.
Vá. O pudim vai fazer você se sentir mais perto do céu.

Holy Burger (https://www.facebook.com/Holyburgersp?fref=ts)
Rua Doutor Cesário Mota Júnior, 527 – Vila Buarque – SP – (11) 4329-9482 – Metrô mais próximo: República (750m)
Segunda a quinta, das 12h às 16h e das 18h a 0h; sexta, das 12h às 16h e das 18h à 1h; sábado, das 12h à 1h.
Gastamos uns R$ 70. Barato!

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