Heineken Up On The Roof: I (Heart) São Paulo

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É fácil amar SP? É fácil gostar do Centro? Gastamos nosso tempo olhando para o Centro e pensando em iniciativas para transformá-lo?

Desde 2014, a Heineken promove a sua bombada festa Heineken Up On The Roof, no topo de grandes edifícios da cidade, localizados sempre no Centro.
Das três edições, só não participei da primeira, no edifício Planalto.

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A evolução da festa!

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Em 2015, estive umas quatro vezes na Garden Edition, que aconteceu no Martinelli e me diverti horrores.
Este ano, já fui uma vez à festa, no Edifício Mirante do Vale, que tem 170 metros de altura e pretendo ir de novo.

Mas como é a experiência de ir nesta festa e aproveitar a cidade do alto?

Pra começar, você precisa colocar o seu nome na “lista” através de um aplicativo do Facebook, que não funciona no mobile (é sério isso?).
Sim, você precisa estar a postos minutos antes da lista abrir (o que acontece todas as segundas, às 15) e ter um pouco de sorte. É que a procura para a festa é imensa, então os poucos lugares disponíveis se esgotam em segundos.
Eu não tive dificuldade em conseguir ingressos para três dias de festa de 2016, apesar de ter ido somente em uma, no dia 22/01.
E não, apesar de todas as reclamações e mimimi que li pela Internet, eu não acho que a Heineken “selecione” quem vai à festa ou que aceite somente pessoas influentes que eles já queriam convidar. E isso por um simples motivo: essa blogueira que vos escreve tem influência zero junto à Heineken e pouca influência ainda na Internet. O blog é bom, mas é pequeno. E na Internet, audiência é tudo.
Eu, uma pessoa normal, como você, consegui entrada para três festas. Tenho outros amigos tão importantes quanto eu (leia: quem somos nós na fila do pão?) que também conseguiram. E tenho vários outros, influentes ou não, que não deram sorte.
Não se ache um privilegiado ou derrotado porque você conseguiu ou não ir na Heineken, é simples: muita gente, poucas vagas, Internet pode oscilar e a sorte (e dedos rápidos) falam mais alto.

Passada essa barreira do método para entrar na festa, uma vez lá você apenas dá o seu nome, mostra documento de identificação e bora pra cima.

Para chegar lá, você pode descer no metrô São Bento e caminhar uns 700 metros até o edifício Mirante do Vale (você também pode descer na Luz ou no Anhangabaú que a distância é praticamente a mesma). Vai passar pelo Martinelli, onde foi a festa do ano passado e a rapidez da sua caminhada vai depender de quanto medo você tem que andar no Centro. Alguém aí adivinha a minha velocidade?

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Por fora, o Mirante do Vale já impressiona por sua altura, afinal, são 170 metros. Ao entrar no prédio, você vai lembrar mesmo que está no Centro. O piso térreo é um andar bem comercial, com lojinhas para tirar xerox e lanchonetes com PFs a R$ 10. Glamour zero!

Entre no elevador e suba até o 44° andar.

Quem foi na festa do ano passado, pode se surpreender negativamente ao ver o espaço do edifício escolhido este ano. Mas tem um plus, segura aí.

O salão de entrada, e uma grande parte do espaço da festa, fica em um lugar fechado, com a vista bloqueada por vidros e grades. Aí ficam alguns bancos e sofás para sentar, os banheiros e o bar.
Andando mais um pouco, você chega à pista de dança, uma área aberta, mas com os mesmos vidros e grades bloqueando a visão.

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Panorama da cidade – de dia!

Para ter uma visão completa 360° de SP, você sobe mais umas escadinhas até o heliponto e aí sim, a vista é incrível. Este é o plus. Você consegue ter um panorama completo de SP e até se assustar com o tamanho da nossa cidade. Onde os seus olhos enxergarem, ainda será SP.

heineken up on the roof 2015
A vista noturna

Neste heliponto, eles montaram uma estrutura interativa com a estrela da Heineken: ela muda de cor e produz sons conforme as pessoas interagem com ela. É bonita para tirar foto, mas pra falar a verdade, achei a interatividade da estrela bem sem graça, uma vez que os sons que ela produz não são exatamente interessantes…

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A estrela

Gaste um bom tempo aí no heliponto (antes de congelar) apreciando a vista e tirando fotos. Leve um casaco, porque é frio mesmo, mesmo que estejamos no verão.

De volta ao piso de baixo, algumas coisas melhoraram desde o ano passado: a estrutura de banheiros (banheiro de verdade para mulheres, químico para homens) está maior e melhor (no Martinelli eram poucos banheiros e formava uma fila enorme) e a existência dos “homens-caixa” (sei que não é esse o nome, mas não consigo pensar em uma definição melhor. São as pessoas que ficam vendendo tickets para que você possa consumir coisa no bar) diminuindo as filas na hora de comprar o que você quiser.

O bar ficou muito bonito, com pedaços de garrafas na parede e com atendentes suficientes para a demanda (melhor que o ano passado, também!).
Eu não estava bebendo no dia (aliás, no mês inteiro, assunto de um post na próxima semana) e fiquei na água de copinho, que custava absurdos R$ 5.
O Thiago bebeu chope (R$ 10) e disse que o mesmo estava bem irregular. O primeiro que ele tomou veio quase sem nenhum colarinho e parecia que a bartender não tinha muita intimidade com a chopeira.
Já o segundo estava bem melhor, tirado corretamente.

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O bar – e nessa hora, o chope veio bom!

Com a comida, entretanto, não teve muito acerto, novamente. Esse ano quem cuidou dos comes foi a Casa 92 e a Sala Especial, mas os resultados foram bem irregulares.
Pedimos uma porção de mini-hambúrgueres (R$ 25, 3 unidades), que não estava legal. Hambúrguer completamente seco e sem nenhum molho. Era uma coisa seca de pão, carne e queijo. Vimos algumas pessoas receberem o lanche como o nosso e outras receberem com um molho à parte. Pule o burger.

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Burger: dispense!

Depois, pedimos um Ceviche (R$ 30). Estava melhor do que o burger, e tinha um tamanho bom, mas a quantidade de pimentão era muito maior do que a de peixe ou cebola roxa e achamos que as folhas de endívia, super amargas, também não colaboraram em nada com o prato. Bom, apenas.

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Ceviche

A minha recomendação é que você coma antes de ir lá. A comida é cara e não vale quanto custa.

Na pista de dança, a música do dia não estava lá muito animada e não me agradou muito, pois achei o clima meio down para uma festa como aquela, mas como isso é gosto pessoal e eu não tenho nenhum embasamento técnico para criticá-la, foi ficar com um simples “não gostei” mesmo.

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Pista de dança vista de cima

Fomos embora cedo, lá pelas 22h, de Uber e ficamos com as seguintes reflexões:

– A festa está boa sim, mas a do ano passado estava melhor, tanto na música quanto no ambiente
– É uma festa inclusiva, se pensarmos que é gratuita e que qualquer um pode ir. Mas também é uma festa que exclui, no sentido de só quem tem internet ultra mega fast consegue se inscrever e que mesmo a entrada sendo gratuita, tudo lá dentro é caro…
– A Heineken deveria dar pelo menos a primeira cerveja, para aumentar a interação com a marca ( e sério, para eles não custaria nada).

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Gostei da festa da Heineken e provavelmente voltarei lá este ano. Segunda feira, às 15h, todos a postos?
Afinal, mesmo com todas essas críticas, qual a sua chance de ver a cidade deste ângulo em uma festa organizada e pensada para você?

Ah! E as perguntas no começo do post…
Não acho tão fácil assim gostar de SP e muito menos do Centro, mas a Heineken tá fazendo o papel dela mostrando pra um monte de gente que nunca colocaria os pés naquelas bandas que o Centro pode ser muito legal sim! Well done!
E hoje, até que é cool ocupar o Centro, mas quando a Heineken começou com essas festas, não era um tema tão fácil assim. Por isso eu acho que realmente vale a pena apoiar este tipo de iniciativa!

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