Experiências Não Tão Boas de 2015 e Oportunidades para o Ano Que Vem

resturantes ruins de 2015
Semana passada, publiquei uma lista dos melhores de 2015 que fez bastante sucesso e teve muitos compartilhamentos.
Mas revendo o ano que passou, é obvio que nem tudo foram flores nas experiências que tive nos bares e restaurantes da cidade. Não tenho a intenção de detonar esses lugares, mas quero relembrá-los, assim como fiz com o que é bom, o que não rolou neste último ano.

E fica aqui uma oportunidade. Não significa que esses lugares serão sempre ruins e estão fadados a morte nos próximos anos. Tudo pode mudar. Pode ser que em 2016 eu volte em um desses e me surpreenda. Pode ser que você discorde de mim. Pode ser que alguns mudem e também outros vão continuar sendo exatamente iguais.
Afinal, quem decide o que seremos somos nós mesmos, não é?

Mas então, falemos das experiências que não rolaram. (E não se ofendam aqui, é só uma opinião…)
Vou colocar o link do post original no final de cada lugar para que vocês possam relembrar como foi a experiência completa, ok?

Novidade do Ano que não rolou:

risoto de ossobuco
Risotto de Ossobuco do Quartiere: Bom, mas não excelente

 

O Quartiere Cantina, italiano que abriu no mesmo espaço onde antes ficava o Killa, não me proporcionou uma experiência positiva. Espaço bonito, mas pratos descuidados, sem capricho e equipe pouco preocupada com a experiência do cliente.
Não rolou, mas tem chance de rolar em 2016…

+ http://magaliviajante.com/2015/11/13/meu-jantar-no-novissimo-quartiere-cantina-em-perdizes/ +

Ceviche que não rolou:

la cevicheria pinheiros
– Pulpo al Olivo: Bom, mas pequeno –

 

Enquanto casas no Bom Retiro estavam arrasando nos seus ceviches e pratos peruanos simples e bem feitos, um pequeno espaço em Pinheiros derrapou ao fazer concessões demais em seus pratos. Foi o La Cevicheria.

Ceviches sem personalidade, com sabores muito abrandados e sem profundidade. Infelizmente, essa é uma prática comum de casas que abrem no eixo mais badalado da cidade: para agradar a todos, acabam se descaracterizando.
Mas 2016 tá aí, gente!

+ http://magaliviajante.com/2015/08/03/la-cevicheria-falta-personalidade/ +

Atendimentos complicados:

Neste quesito, há várias casas participando. No Sanpo Bentô Deli, por exemplo, a atendente não sabia se comunicar bem em português, logo, não conseguia explicar todos os itens do cardápio que estavam faltando.
sanpo japanese

+ http://magaliviajante.com/2015/12/04/sanpo-bento-deli-bentos-japoneses-em-pinheiros/ +

Já no Miss Saigon, a dificuldade dos atendentes era com o cardápio vietnamita, com diversas palavras e ingredientes estranhos, o que denota total falta de treinamento, outro problema comum nos restaurantes mundo afora.
miss saigon moema

+ http://magaliviajante.com/2015/03/16/miss-saigon-a-minha-iniciacao-da-cozinha-vietnamita/ +

No Shimura Pães e Doces, o problema era meio generalizado. As atendentes atendiam com má vontade, sem discrição nenhuma, errando coisas simples e gritando pedidos no meio do salão. Depois que publiquei o post original, recebi diversas mensagens de pessoas que haviam passado pelo mesmo problema de atendimento.
shimura paes

+ http://magaliviajante.com/2015/08/17/por-que-eu-nao-gostei-da-shimura-paes-e-doces/ +

Tá aí uma coisa para todas essas casas colocarem na listinha de To-Dos de 2016: treinamento.

Ciladas da Internet:

rancho nordestino sp
– Continuo à procura do baião –

Ok, eu sei que este é um blog de comida que vocês entram pra pegar dicas de onde comer. Mas e eu, pego dicas aonde?

E nessa minha busca por dicas de uma boa comida nordestina na cidade, a Internet e seus milhões de comentários positivos me levaram até o Rancho Nordestino.
Após me sentir enclausurada no piso de baixo, em um dos ambientes mais desconfortáveis para fazer uma refeição que eu já vi, consegui uma mesa no piso de cima, mais agradável, mas infelizmente comi uma comida fria de sal e de emoção, com sabor de nada. Faltou um toque nordestino porreta de verdade.

+ http://magaliviajante.com/2015/08/14/rancho-nordestino-quando-a-internet-nao-ajuda/ +

E claro que tudo pode mudar em 2016, mas me pergunto se as pessoas que resenharam este lugar são as mesmas que amam o Paris 6, por exemplo.

Regras esquisitas:
bolos do frei vila mariana
Tem um café na Vila Mariana que toda vez que eu passava, tinha vontade de parar, de tão bonito e chamativo que era. O Bolos do Frei.
Aí um dia parei, e além da comida não empolgar em nada, uma regra da casa escrita em letras grandes no cardápio me chamou atenção: “É necessária reserva para reuniões de mais de uma hora.”
Fiquei imaginando o que eles fariam se a minha reunião durasse mais que 59 minutos. Pediriam para eu desocupar a mesa? Perguntariam quando eu sentasse qual seria a duração da minha reunião?

+ http://magaliviajante.com/2015/08/24/bolos-do-frei-pra-tomar-um-cafe-na-vila-mariana/ +

Regras que não fazem muito sentido e que as pessoas apenas reproduzem, tipo atendentes de telemarketing.

Mas isso ó, é facinho, facinho de resolver.

Troféu de Superestimados do Ano:

Sabe aqueles lugares que todo mundo comenta, fala maravilhas, posta fotos nas mídias sociais, com coraçõeszinhos e muito amor e quando você chega lá pensa “Ah, era só isso?”

São os lugares superestimados. E pra mim, este ano tiveram dois campeões nesta categoria: o Eataly e a Padoca do Maní.

No primeiro, o Eataly, o novo templo de salomão da gastronomia paulistana, a experiência é confusa. Fluxo de compras estranho, produtos demais e alguns detalhes que deixam a desejar. A experiência de compra no Santa Luzia é bem mais agradável, por exemplo.

eataly são paulo
Uau!

+ http://magaliviajante.com/2015/06/09/primeiras-impressoes-sobre-o-eataly/ +

No segundo, o hit do ano, a Padoca do Maní, os produtos são em geral, muito bons, mas a experiência e fluxo de compra, assim como do Eataly, é mal definido. Não acho que seja ruim, longe disso, mas também não é tudo isso que as pessoas andam falando por aí.
padoca do mani

+ http://magaliviajante.com/2015/02/13/padoca-do-mani-o-novo-hit-da-cidade/ +

Mas prometo pra vocês que voltarei ao Eataly e à Padoca do Maní em 2016 para ver se minhas opiniões continuam as mesmas. Ou se mudei né? Porque afinal, como digo no “Quem eu Sou” deste blog, “prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ser a mesma pessoa que era ontem. Ou há cinco minutos.”

E vocês, concordam comigo? Conte aqui nos comentários como foi a experiência de vocês nestes lugares…

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