Curitiba é demais! Coma bem, pague o valor justo e seja feliz…

Oiiiiiii genteeeeeee (com a voz do Eli Correa. Aff, quem lembra dele?)

Nas minhas resoluções de 2014 (sim, ainda estou tentando concluir algumas) tinha um tópico que era viajar mais dentro do Brasil. Percebi que viajo, ou viajava, muito para o exterior, mas estava explorando pouquíssimo o meu país, por diversos motivos. Um belo dia resolvi mudar – e tentei incluir ao menos uma viagem significativa pelo Brasil por ano (e esse ano o objetivo está mais que cumprido – foram duas – alô BH!). Curitiba foi a escolhida por dois motivos: 1) Sempre viajava para a cidade a trabalho e fazia o roteiro aeroporto-escritório-shopping-hotel-aeroporto, e tinha vontade de saber o que mais além de lojas de Luxo, marcenarias, clientes e computadores a cidade tinha a me oferecer. 2) A passagem estava barata pra caramba! (quer motivo mais contundente que esse?)

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E aí, pensando no título deste post, só faltou o “Mude para lá”, mas achei que ia ficar um pouco longo.. deveria ser assim, ó: Curitiba é demais! Coma bem, pague o valor justo, mude para lá e seja feliz… Ameeeeei de paixão a cidade. Achei bonita, organizada, pequena, interessante, cheia de atrações culturais, uma delícia gastronomicamente. E logo mais, em breve, venho fazer um post sobre o que fazer em Curitiba. Mas hoje vamos ao que realmente importa: onde e o que comer na cidade.
Muitos lugares bons e um só que não achei nada demais. A lista não está na ordem do que eu gostei menos ou mais, e sim, na ordem que veio na minha cabeça. Então, vem ser feliz!

1) Coma bem. Beba bem. Pague pouco. Ambiente autêntico. Onde? No BarBaran.

Essa foi, sem a menor das dúvidas, a minha descoberta preferida de Curitiba!
O bar ganhou o melhor boteco de Curitiba pela Veja Comer e Beber em 2014 (não que isso signifique muito), mas por incrível que pareça, concordei com a escolha.
Sabe aquela história do Raio Gourmetizador de São Paulo? Fora daqui! Bares que querem imitar o estilo carioca de botecos? Nada a ver! Boteco chique? Sai pra lá, Valdemar!

Tem certeza que aí tem um bar?
Tem certeza que aí tem um bar?

O bar fica escondidinho no fundo de um prédio comercial no centro da cidade, e se não fosse pela muvuca de gente na porta, ia passar direto com certeza.
O ambiente é simplérrimo, apenas um grande galpão, com balcão de bar, mesas, cadeiras, e fotos e reportagens sobre a Ucrânia nas paredes. O dono e sua esposa são descendentes de ucranianos e o espaço do bar é uma forma de manter a cultura viva.

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E por isso que o Bar Baran é tão bacana. Ele simplesmente é! Não quer ser ou aparentar ser outra coisa. Honesto, autêntico e delicioso. Você vai lá, come, bebe, confraterniza e se diverte.

O cardápio é barato e bem atraente. Tem os itens tradicionais de boteco, como sanduíche de pernil e mandioca frita, mas pule essas coisas que você encontra em qualquer lugar. Vá nos petiscos menos comuns, que não se encontra por aí. Minha sugestão: comece provando algo bem do Leste Europeu, como o Combinado Ucraniano, com Varenikes e Holoptchis. Não vou contar o que é, pra você ir lá sem saber, se aventurar, pedir e se deliciar. Essa porção deliciosa, para duas pessoas, por R$ 14.

Combinado Ucraniano e Caipirinha Brasileira!
Combinado Ucraniano e Caipirinha Brasileira!

Depois, vá nos clássicos curitibanos: a Carne de Onça, que é um Steak Tartar com menos frufrus e menos temperos. A de lá, foi a melhor que eu provei em Curitiba. Ma-ra-vi-lho-sa! E sim, muito melhor do que muitos Steak Tartar fuleiros de SP. Quanto? 10 contos.

Olha a carne de onça aí gente!
Olha a carne de onça aí gente!

O petisco de boteco curitibano mais clássico de todos os tempos que não pode faltar na sua ida ao BarBaran certamente é o pão com bolinho. Estranhei da primeira vez que ouvi, como paulista que sou, me soou muito estranho enfiar um bolinho de carne (ou bolão, porque é enorme) dentro de um pão e comer como sanduíche. E é exatamente isso que ele é, um sanduíche com bolinho de carne dentro e maionese, raiz forte, queijo, o que você quiser… Eu gostei só com maionese e raiz forte. A perfeita comida de bêbado, de ressaca, uma delícia. Por R$ 6,50.

Pão com bolão!
Pão com bolão!

Para completar o desbunde, caipirinhas muito boas e bem feitas, por R$ 10. Tá difícil a vida aqui por SP, hein?

Por fim, tem uma coisa que você não pode ir embora sem provar (caso seja dos prazeres etílicos, assim como eu), o tal do Traumatismo Ucraniano II – já me chamou atenção pelo nome. Chamei o garçom, que me disse que era forte, mas que eu ia gostar. Trata-se de uma vodka ucraniana com pimenta e mel. Bom e boooooom! Pergunta como eu acordei no dia seguinte? Ótima, o treco não me deu um resquício de ressaca.
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Ah, na hora de pagar a conta, no caixa mesmo, tinha um potão com uns doces dentro. Não me lembro exatamente o nome, mas era algo como pão de mel ou pão de especiarias. Não deixe de levar pelo menos uns 3, uma delícia. (Levei apenas um e me arrependi)!

A foto tá feia, mas o doce está uma delícia!
A foto tá feia, mas o doce está uma delícia!

O que mais gostei de lá: Comida boa, bebida gelada e preço justo.
O que não gostei muito: Que não fica em SP.

BarBaran (https://www.facebook.com/BarBaranUcrania?fref=ts)
Alameda Augusto Stelfelld, 799 – Centro – (41) 3322-2912
Terça a quinta, das 16h30 à 0h; sextas, das 16h30 à 01h; sábados, das 12h à 0h; domingos, das 16h às 20h30.
Gastamos cerca de R$ 80, em duas pessoas, com o Combinado Ucraniano, Carne de Onça, Pão com Bolinho, um docinho, um Traumatismo Ucraniano, e não sei quantas caipirinhas e cervejas. blame it on the alcohol. Justíssimo!

 

2) Feirinhas Gastronômicas espalhadas pela cidade.

Curitiba tem uma cultura muito bacana de comida de rua. Por onde você passa, tem barraquinhas espalhadas vendendo pastel, yakissoba, pierogui, comida alemã. E sem brincadeira, a cidade dá um baaaaaaaaanho em São Paulo no quesito comida de rua. E explico o porquê: a prefeitura da cidade, muito sabiamente, para espantar mendigos, consumo de drogas e criminalidade das principais praças da cidade, liberou os espaços alguns dias da semana para que fossem feitas as chamadas Feirinhas Gastronômicas. E eles tem feito isso lindamente. Espaços públicos, com alguns food trucks (sim é verdade, mas comida de rua é muito mais que isso), e muitas barraquinhas, que vendem de tudo (e não só burgers como aqui na minha querida cidade), como pierogui, comida alemã, comida baiana, churrasco, bolo de milho, doces, empanadas… enfim, todos tipo de comida; a um preço compatível (cerca de R$ 10, R$ 12, para comer).

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Fomos na Feirinha do Champagnat, que é de sexta feira, mas sei que eles também tem no São Francisco e em Água Verde.

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Pierogi do Tadeu

 

Comida alemã de primeira
Comida alemã de primeira

Comi seis deliciosos pierogis, no Pierogi do Tadeu, por R$ 11. Duas salsichas alemãs com chucrute, purê de batata e maçãs cozidas com canela e especiarias e um chopp por R$ 20, e o meu preferido, o pão doce do Kurtos Kalacs. Juro que era melhor do que o que eu comi em Praga. Uma delícia deliciosa. Que poderia comer agora… Venham para SP, please.

Eu "curto" o Kalacos. sacou?
Eu “curto” o Kalacos. sacou?

Ou seja, comida de rua boa, de verdade, e com menos de 50 reais para duas pessoas. Como eu gostaria de ter o poder de desgourmetizar a comida de rua de SP.

O que mais gostei de lá: Iniciativa bacana da prefeitura, com gente se esforçando para oferecer comida de rua boa de verdade.
O que não gostei muito: Que não são todos os dias da semana.

Feirinha Gastronômica do Champagnat 
Praça da Ucrânia
Sextas, das 17h às 22h.
Com R$ 50, você é rei!

3) E a turistada faz a festa no Velho Madalosso.

Quando decidimos ir para Curitiba, caímos no famoso dilema de ir ou não ao Velho Madalosso, um clássico da cidade que ou se ama ou se odeia. Meu irmão amou. Uma pessoa que mora em Curitiba e que entende de gastronomia disse que achava que era armadilha para turistas. Como turista que sou, resolvi ver com meus próprios olhos.

O restaurante fica no bairro turístico de Santa Felicidade (que não tem muito o que fazer, diga-se de passagem, por isso, não se hospedem por lá) e é um ícone na cidade. Está lá desde sempre!
Ônibus de turistas e festas de empresas lotam o lugar e o seu irmão gêmeo, o original Madalosso.

A proposta é a seguinte: não tem cardápio. Só tem uma coisa: o rodízio de massas, por R$ 41. Você senta na mesa e depois do Boa Noite, o garçom já traz salada, risotto caipira, frango à passarinho, frango frito, polenta frita, escarola com bacon, maionese e fígado frito. E essa é só a entradinha, minha gente, o rodízio ainda nem começou.

Essas são só as entradinhas!
Essas são só as entradinhas!

No rodízio, tem massas de todos os tipos: nhoque ao sugo, nhoque de rúcula com tomate seco, espaguete ao sugo, espaguete ao alho e óleo, espaguete ao molho de champignon, lasanha na manteiga, lasanha ao sugo, Tortei di Zucca, rondeli com massa de espinafre ao molho branco gratinado, conchiglioni quatro queijos com figo ao molho branco gratinado, fraldinha, tender agridoce, linguicinha, alcatra grelhada e medalhão de lombinho com bacon). Ufaa! Haja estômago para provar tudo.

Aí os garçons vão trazendo sem parar aquele mundaréu de coisas, e você na função de provar apenas um de cada…

O veredicto? Eu gostei! Mesmo! De verdade! É para turistas? É sim, e qual o problema disso? Como se ser turista fosse crime ou uma doença.

Tente chegar cedo, para evitar filas. Tente pegar uma mesa mais afastada, para evitar barulho. Peça uma garrafa de vinho, a carta tem preços atraentes. O serviço é eficiente e educado, os pratos são bem feitos e deliciosos. Perfeito para uma noite agradável a dois ou entre amigos, sem preconceitos ou julgamentos.

Aproveite tudo! Prove tudo! Mas concentre suas forças no Tortei di Zucca e no Conchiglioni de Figo. Vale a pena!

Ah, lembra das entradinhas, que o garçom deixou na mesa? Ao menor sinal de estarem frias, o garçom vem e coloca tudo quentinho pra você.

O que mais gostei de lá: Tortei di Zucca e o Conchiglioni de Figo, com certeza.
O que não gostei muito: o fígado, mas quem gosta e comeu disse que estava uma delícia!
Dica que vale ouro: Vá jantar cedo, cedo mesmo, tipo 18h30, 19h. Depois as filas são enormes!

Deixa de ser preconceituoso e vá! Se você não gostar, tudo bem, mas pelo menos você provou.

Velho Madalosso (http://www.velhomadalosso.com.br/)
Avenida Manoel Ribas, 5852 – Santa Felicidade – (41) 3273-1014
Terça a sexta, das 11h30 às 15h30 e das 19h às 23h30; sábados e domingos, das 11h30 às 16h e das 19h às 23h30.
Gastamos R$ 150 para duas pessoas, com dois rodízios, água e uma garrafa de vinho. O rodízio é R$ 41, por pessoa.

4) E em Santa Felicidade, tome cerveja.

Pra falar a verdade, eu não vi nada demais em Santa Felicidade. Mesmo. Achei longe e sem ter muito o que fazer.
Mas, aproveitando que você vai até lá para comer no Velho Madalosso, agende uma visita na Cervejaria Gaudenbier.
Eu e o Thi, desavisados que somos, fomos lá querendo conhecer sem agendar visita e fomos barrados. Mas, não demos viagem perdida. A pessoa que nos atendeu foi super simpática e solícita e tirou um chopp direto do tanque para a gente provar. Adoramos o chopp e as cervejas de lá! E achamos que vale super o passeio para provar os produtos ou mesmo para comprar um presentinho, eles tem kits ótimos.

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Não deixe também de provar a excelente cachaça Flor, produzida lá também.

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O que mais gostei de lá: A simpatia e atenção da pessoa que nos atendeu.
O que não gostei muito:
De ter que agendar visita…
Dica que vale ouro:
A Gaudenbier fica escondidinha atrás da Petiscaria do Victor. Então entre no estacionamento da Petiscaria que você vai achar a cervejaria.

Gaudenbier (http://www.gaudenbier.com.br/)
Avenida Manoel Ribas, 6995 – Santa Felicidade – (41) 3273-6666

 

5) Visite o Mercado Municipal de Curitiba. Compre e não deixe as calças.

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Eu adoro o Mercadão, em São Paulo. Mesmo! Vou lá diversas vezes ao ano e acho o lugar lindo. Mas os preços praticados por lá, principalmente de frutas e verduras, muitas vezes beiram a insanidade.
Muita gente prefere não visitar e o lugar acaba se tornando reduto de turistas. E só!

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Sempre procuro visitar os mercados municipais por onde eu viajo, seja aqui ou no exterior. Acho que diz muito sobre a cultura gastronômica do povo. E amei o de Curitiba! Amei mesmo. Algumas das minhas razões:

1) Ele fica bem localizado: pertinho da rodoviária, dá pra ir andando, de ônibus, de tubo, de carro. Não dá medo o entorno.
2) Os curitibanos realmente compram lá: dá-lhe senhorinhas comprando legumes e frutas frescas, gente procurando produtos diferentes, famílias fazendo a feira.
3) Tem vários bares e restaurantes legaizinhos, alguns mais caros e outros bem populares.
4) A minha razão preferida: no piso de cima, tem uma feira de orgânicos lindíssima, com tudo quanto é produto orgânico, a um preço pagável. Coisa linda de se ver!

T-U-D-O orgânico!
T-U-D-O orgânico!

Já te convenci a dar um pulo lá?

O que mais gostei de lá: A feira de orgânicos – linda, com todos os tipos de legumes, verduras e frutas que você pode imaginar, e a um preço razoável.
O que não gostei muito: De não morar lá, logo, não poder comprar um monte de coisas para cozinhar em casa.

Mercado Municipal de Curitiba (http://www.mercadomunicipaldecuritiba.com.br/)
Avenida Sete de Setembro, 1865 – (41) 3363-3764
Segunda, das 7h às 14h; terça a sábado, das 7h às 18h; domingo, das 7h às 13h.

 

6) Coma um barreado em um ambiente classudo, no Armazém Romanus.

Eu só tinha comido barreado uma vez na vida, na casa de um amigo. Achei uma delícia.
Pesquisando, descobri que era um prato típico de Morretes, uma cidadezinha do Paraná que você pode chegar através de um passeio de trem, partindo de Curitiba. Considerei ir até Morretes para provar o barreado original, mas logo um amigo me alertou que o passeio só era legal com tempo aberto, e que o melhor barreado de Morretes havia se mudado… para Curitiba!

Como o tempo estava bem encoberto, decidimos ficar na cidade mesmo e ir comer o tal do barreado de Morretes que mudou pra Curitiba, lá no Armazém Romanus.

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Confesso que ao chegar lá, achei o ambiente meio estranho. Um casarão no meio da cidade, com decoração super clássica, garçons de gravata e trato super formal, me senti de volta aos anos 80. E definitivamente não era o tipo de lugar que eu tinha imaginado que serviria barreado, algo tão camponês. Pois bem, definitivamente, não é o meu tipo de ambiente. Logo achei que a experiência não seria bacana.

Carta de bebidas fraca, fiquei no refrigerante mesmo. E manda trazer o barreado.
Chega então à mesa um caldinho de barreado e um croquete de barreado. Começou bem, pensei! O caldinho é um caldo do próprio cozimento do barreado e uma delícia, principalmente para comer no friozinho. O bolinho é feito da carne com farinha e frito.

Aí o garçom traz um prato feito de barreado para cada um, relativamente pequeno, arroz, farinha, e banana, muita banana (já gostei!).
Achei estranho, porque pensei que ele ia trazer uma panelona e servir a gente, mas comi meu barreado quietinha. Comida gostosa, reconfortante, daquelas que faz você lembrar da sua avó, que faz carinho no coração, e que pede uma rede ou uma caminha macia logo depois.

Quando estava terminando o meu prato de barreado, já satisfeitíssima (ele se revelou não tão pequeno assim), vi uma movimentação estranha do garçom e a frase: “Repetição de barreado para dois”, e aí descobri que era barreado à vontade… aff maria! Passei o meu segundo prato, mas o Thi comeu o dele feliz.

O pratinho de barreado
O pratinho de barreado

Quando já estávamos prontos para ir dormir embora, o garçom diz que a mesa de sobremesas também está inclusa. Fomos lá só dar uma olhadinha e tinha pudim, pavê, ambrosia, doce de abóbora.
Os anos 80 realmente voltaram minha gente! E que delícia de anos 80!

Coisa boa essa banana
Coisa boa essa banana

O que mais gostei de lá: Da banana da terra. E de ter conhecido o seu Tito, um senhorzinho de 80 anos que sentou na mesa ao lado e ficou conversando com a gente. Um fofo!
O que não gostei muito: da decoração e do guardanapo vermelho de papel que não secava nada.
Dica que vale ouro: Não marque nenhum compromisso para logo depois do almoço lá. Você vai comer muito, vai pesar e você só vai conseguir pensar em dormir.

Armazém Romanus (http://www.restaurantearmazemromanus.com/)
Avenida Vicente Machado, 1482 – Batel – (41) 3076-1999
Domingo a terça, das 11h às 16h; quarta a sábado, das 11h às 16h e das 19h às 21h30.
O barreado custa R$ 49,90 por pessoa, e você come à vontade, incluindo o buffet de sobremesas.

7) Bar do Alemão

Outra instituição da cidade.  Aquele tipo de lugar que se você não foi lá, não foi pra Curitiba. Tem que ir.

O lindo Largo da Ordem!
O lindo Largo da Ordem!

Fica no lindo Largo da Ordem e parece muito um biergarden. Fomos meio sem fome, mas com muita sede. Muita sede. Tem que tomar o famoso Chopp com Stainheger e levar o copinho embora, pra casa. Tradições meio cafonas, mas que são legais. Eu trouxe o meu.

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O bar serve alguns bons pratos alemães, e se estiver com fome, ótimo. Mas não se prenda a isso. Se quiser ir lá exclusivamente para beber é passeio bom, também.

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O que mais gostei de lá: O clima tranquilão, descontraído.
O que não gostei muito: As cadeiras que ficam logo na entrada insistem em tombar para trás, na rua de paralelepípedos. É melhor tomar cuidado, ainda mais depois de uns 3 chopps.

Bar do Alemão (http://www.bardoalemaocuritiba.com.br/)
Rua Claudino dos Santos, 63 – Centro – (41) 3223-2585
Todos os dias, das 11h às 2h.

8) Almoce ou faça um Happy Hour no Bar Canabenta.

O Canabenta ganhou o melhor almoço de bar de Curitiba, de novo, pela Veja São Paulo. É um quilão bem feito, com várias coisas gostosas, mas nada mais que isso. Achei meio superestimado.

O almoço do Canabenta
O almoço do Canabenta

Mas depois voltei lá para um happy hour no domingo à noite, já que a cidade tem pouquíssimas opções neste dia e horário, e gostei! Assim, não tanto quanto o Bar Baran, mas o Canabenta tem bons petiscos, boa bebida e bom preço. Talvez eu não tenha pirado tanto nele porque parece mais os bares de Sp, especialmente os da Vila Madalena.

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Mas o coraçãozinho frito na cebola é espetacular.

Se você está atrás de azaração (nossa, que palavra de tiozinho) e de conhecer alguém, aqui talvez seja o lugar.

E não deixe de provar as ótimas cachaças que eles tem lá, principalmente a Porto Morretes, de banana.

O que mais gostei de lá: Coraçãozinho frito e caipirinha de kiwi.
O que não gostei muito: Rollmops… ácido ao extremo para moi!
Dica que vale ouro: Não vá na hora do almoço querendo comer petiscos, eles só servem o buffet.

Bar Canabenta (http://canabenta.com.br/)
Rua Itupava, 1431 – (41) 3019-6898
Terça a quinta, das 11h30 às 14h30 e das 17h à 0h; sexta e sábado, das 11h30 à 0h; segunda, das 11h30 às 15h30 e domingo, das 16h às 22h30.

9) Não comeu no bar? Se acabe em um hot dog do Senhor Garibaldi.

Bem ao lado do Canabenta, tem um lugar lindão, daqueles que chama a atenção quando você passa na frente. É o Senhor Garibaldi. Um lugar que faz uns hot dogs diferentões, cheios de coisa dentro. Em alguns momentos, até me lembrou bastante do The Dog Haus, aqui de São Paulo, que eu adoro.
Se você está a fim de comer junkie food gostosa, lá é um bom lugar.

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Funciona assim: você escolhe a salsicha e o pão, que podem ser desde “Barão”(pão de leite e salsicha de 50g) até Imperador, na baguete e com salsicha de 160g. Aí  você basicamente escolhe os recheios, que são divididos por nacionalidades, como americano, mexicano, alemão, brasileiro, e aí você já pode imaginar o que vem dentro de cada um.

Nós comemos o Italiano, com  e achamos uma delícia. Gordice rápida gostosa garantida.

O Italiano!
O Italiano!

O que mais gostei de lá: O ambiente. É super moderno, bonito e gostoso de ficar por lá batendo papo.
O que não gostei muito: que no combo eles colocam batata Ruffles. O dog é tão bom que eles poderiam melhorar um pouco a batatinha, né?

Senhor Garibaldi (http://www.senhorgaribaldi.com.br/)
Rua Itupava, 1377 – (41) 3029-8006
Segunda, das 18h às 22h; terça a quinta, das 18h às 23h; sexta, das 11h45 às 14h e das 18h à 0h; sábado, das 11h45 à 0h e domingo, das 11h45 às 22h.
Os hot dogs variam entre R$ 5,90  e R$ 16,90.

10) Morrendo por um doce? Bella Banoffi com certeza!

Continuando na mesma rua Itupava, que é meio que a Vila Madalena de Curitiba, agora que você já bebeu e comeu, a única coisa que falta é um docinho né?
Desça um pouco mais a rua e entre no ambiente pitoresco da Bella Banoffi, uma das confeitarias mais tradicionais e amadas da cidade.

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Já me disseram que todos os doces e sobremesas de lá são ótimos, mas não deixe de provar a Torta Banoffi, que dá nome ao lugar.
Essa deliciosidade é feita com massa de biscoito, doce de leite, banana e cobertura de natas. Um escândalo! Até eu, que não sou louca por doces, amei a torta e sempre que penso nela fico com água na boca. Já ouvi até dizer que tem gente se SP que vai até Curitiba de carro só pra trazer várias dessas congeladas para casa. Uma loucura!

Como diria Eduardo Jorge: "Quero!"
Como diria Eduardo Jorge: “Quero!”

Mulheres que amam açúcar, uni-vos! Quando em Curitiba, comam pelo menos uma vez essa delicinha que é a Banoffi.

O que mais gostei de lá: A torta e o ambiente, bem fofo!
O que não gostei muito: nada!

Bella Banoffi (http://www.bellabanoffi.com.br/)
Rua Itupava, 1091 – (41) 3262-0004
Terça a domingo, das 11h às 23h
Essa eu não sei o preço, porque foi o Thi que pagou, mas lembro que ele me disse que tinha sido barato.

11) Prove um clássico de Curitiba, o Madero.

Eu sei que tem em São Paulo. E sei também que eles se auto-intitulam de “Best Burger in the World”.
O de São Paulo não é igual. Não é tão gostoso, e é mais caro. E discordo totalmente do título, mas o hambúrguer, é bem bom!

É um casual dining, como o Outback, só que brasileiro. O ambiente varia muito da unidade escolhida e são váaaarias na cidade, inclusive dentro dos shoppings. Fomos na do Centro, na Comendador Araújo. O ambiente é bem familiar, as crianças adoram, pois recria uma cidadezinha, parece que você está na Disney.

O burger é bem melhor do que a média de casas do gênero. Lugar legal para ir com uma galera, entre amigos, amigo secreto da firrrrrma, sabe?

O que mais gostei de lá: Burger tradicional grande, no ponto certo e delicioso!
O que não gostei muito: Achei caro para os padrões de Curitiba.

Madero (http://restaurantemadero.com.br/)
Rua Comendador Araújo, 152 – Centro – (41) 3092-0021
Segunda a quinta, das 11h45 às 14h30 e das 18h às 23h30; sextas, das 11h45 às 14h30 e das 18h à 0h; sábado, das 11h45 à 0h; domingos e feriados, das 11h45 às 23h30.

12) Almoce no Mukeka, e prove a comida de um dos grandes chefs curitibanos.

O almoço executivo está fazendo maravilhas pelo bolso dos clientes. É uma chance de provar uma comida boa, feita por um chef famoso, em um restaurante bacana, sem deixar o salário inteiro, ou ainda ter que lavar a louça.
Confesso que tinha expectativas bem altas com o Mukeka, que ganhou como o Melhor executivo de até 50 reais pela Veja Curitiba, e por ter excelentes recomendações.

Atrasamos um pouco e chegamos lá para almoçar por volta das 14h, meia hora antes de finalizar o executivo. Mas estávamos mesmo a fim de comer rápido e continuar passeando, até porque não queremos empatar o descanso de garçom e cozinheiro nenhum nessa vida.

O restaurante já estava bem vazio, com um ou duas mesas. Na porta, uma lousa anunciava os itens do menu do dia: Baião de dois, Chambaril, Peixada, Vaca Atolada, Frango ensopado com quiabo, contra filé grelhado e coxa e sobrecoxa de frango desossada.

Sentamos e já pedimos um Baião de Dois e uma Peixada. Não tinha mais baião de dois. Aliás, estavam faltando uns 3 pratos do executivo, e decidimos pelo Chambaril (que conhecemos como ossobuco) e pela Peixada. Escolhemos os acompanhamentos e realmente a comida estava uma delícia.

A peixada
A peixada

Bem servido, bem apresentado, gostoso, fresquinho. Um excelente almoço executivo na faixa de 30 reais.

Chambaril
Chambaril
Os acompanhamentos
Os acompanhamentos

Mas o serviço, minha nossa, deixou a desejar. Os dois garçons da casa pareciam muito incomodados com a nossa presença e atenderam a gente bem de qualquer jeito. Mesmo com a casa vazia, a comida demorou um pouco e os garçons sumiam quando a gente precisava de algo.

Desse jeito, comemos o mais rápido possível e fomos embora. Nem consigo me lembrar o que era a sobremesa, sei que estava gostosa, mas comi rapidex.

A comida? Boa, sim. A experiência? Nada boa… Melhorar o atendimento ajudaria o Mukeka a fazer jus ao prêmio que ganhou.

Nem vou falar o que gostei e o que não porque acho que ficou bem claro.

Mukeka (http://www.mukekarestaurante.com.br/)
Rua Machado de Assis, 417 – (41) 3156-3028
Terça a sexta, das 11h30 às 14h30 e das 18h à 0h; sábados, das 12h às 16h e das 19h à 0h e domingos, das 12h às 16h.
O menu executivo varia entre R$ 21 e R$ 29, dependendo do prato escolhido.

13) MB Brasserie, a casa mais descontraída DA chef de Curitiba.

Se você pesquisar em qualquer lugar quem são os principais chefs de Curitiba, a Manu Buffara com certeza vai aparecer sempre em todos os lugares, no topo da lista. Já li muito sobre ela e acredita que é muito talentosa, mas não tivemos sorte no MB Brasserie, a casa mais simples da chef.

Fomos convidados por um casal querido para almoçar lá. O ambiente é super agradável, descontraído e o cardápio prometia boas surpresas.

O ambiente... esquecemos de tirar fotos dos pratos.
O ambiente… esquecemos de tirar fotos dos pratos.

Pedimos um chopp para começar. Não tinha, pois a máquina estava com problemas.
Quando vi a sessão de sanduíches, fiquei louca pelo Sanduba de Porco e todo mundo resolveu pedir por essa sessão. Pedimos dois deste Sanduba, um MB Burger de Angus e um Ambulante – pão, carne e queijo basicamente. Todos vinham com batatas fritas, que estavam todas intragáveis, de tanto sal.
O sanduíches estavam ok, mas não padrão Manu Buffara. O de porco até que estava gostoso, apesar de ser excessivamente doce, mas o Ambulante era bem fraquinho, coitado…

Com certeza não volto lá! Quem sabe um dia, com mais sorte e dinheiro, eu vá conhecer o restaurante de verdade dela, porque dessa incursão culinária mais simples, não gostei.

MB Brasserie (http://www.mbbrasserie.com.br/)
Alameda Dom Pedro II, 333 – (41) 3022-7333
Terça a sexta, das 11h30 às 15h e das 18h30 à 0h. Sábados e domingos, das 11h30 à 0h.

É, Curitiba é mesmo incrível! Mas pelo menos para a Magali, as comidas simples fizeram muito mais sucesso que os chefs renomados. E você, qual a sua experiência com a cidade?

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