Booker Pittman: que ruazinha agradável e gastronômica – A Pastella, Dogueria, A Bolatheria e muito mais…

Ultimamente, tenho feito de tudo para evitar entrar em shoppings para comer… É super prático, né? Mas ando tão cansada das opções das praças de alimentação, parece que tudo tem o mesmo gosto, o mesmo cheiro, e o valor não compensa, na maioria das vezes, né?

Aí, eu e o Thi estávamos no Etna comprando umas coisas para o casamento, e para economizar tempo, íamos comer lá pelo Shopping Morumbi mesmo. Mas acabamos nos empolgando na decoração, demoramos mais do que o normal, e aí vimos que ia ser praticamente impossível entrar, estacionar, comer e ir embora em uma hora, ainda mais em um sábado chuvoso, no shopping Morumbi… começamos a pensar em alternativas e eu lembrei que tinha lido sobre uma pastelaria gourmet, que ficava ali pertinho, na Chácara Santo Antônio.

Colocamos o endereço, Rua Booker Pittman, no GPS, e fomos determinados a comer um bom pastel.
Chegamos na ruazinha, super charmosa, tranquila, residencial, arborizada, escondida, uma gracinha. Passamos na frente da pastelaria e aí começamos a nos surpreender com várias opções gastronômicas bacaninhas por lá.
Para chegar na pastelaria, passamos em um restaurante japonês, uma parrilla argentina, uma loja de bolos caseiros, achamos a pastelaria e aí estacionamos na frente de uma casa de hot dog… Aí a minha incrível determinação de comer um pastel se transformou em uma imensa dúvida do que eu deveria comer… E como na dúvida, fecha os olhos e acelera, decidi de uma forma muito consciente e racional, comer tudo… Isso mesmo, tudo, provar tudo o que a rua me oferecia… Afinal, decidi encarar como um presente não ter ido até o shopping e conhecer essa encantadora ruazinha.

Começamos pela A Pastella, uma pastelaria que se diz gourmet, que é de um ex-cozinheiro do Fasano. Fica em uma agradável casinha com uma grande área aberta na frente, com mesinhas embaixo da árvore. Neste dia, estava bem vazio, só tinha a gente, e ficamos nos perguntando se algum dia a casa enchia.
Imagem

Funciona da seguinte forma: você escolhe três recheios, e paga de acordo com o de valor mais alto (desde R$ 4,90 por frango, até R$ 9,90 pelo camarão) + um tempero, que pode ser alho frito, manjericão, salsinha, ervas finas, cebola desidratada ou orégano.
Imagem
(A comanda para o cliente fazer seu pedido!)

Eles tem uma grande lousa na parede ao fundo do caixa, já com algumas sugestões, para facilitar a vida. Não gostei de nenhuma opção pronta, então montamos o nosso, com carne louca, catupiry e azeitona verde. Pedimos também um caldo de cana, que como não tinha 🙁 ficamos no suco natural de acerola. Também não resistimos e pedimos um pastel doce, de cheesecake. Já que estávamos com pressa (afinal tínhamos uma hora para fazer a maratona da booker) pedimos para vir tudo junto mesmo…

Imagem
(As sugestões)

Quando chegaram os pastéis, estavam bem bonitos, sequinhos, e pareciam bem recheados. Só achei um pouco pequeno. O salgado estava muuuito bom, com bastante recheio, carne louca bem temperadinha (mas a da sua mãe ainda é melhor, viu Ru?) e ingredientes de boa qualidade. Gostoso mesmo, mas não sei se iria até lá só para comer o pastel novamente. Acho que o da feira ainda faz mais aquele carinho no coração, sabe?
Imagem
(Os pasteis)

Aí fomos provar o de cheesecake… Eu amo cheesecake, de paixão! E fiquei pensando que talvez o pastel pudesse ser tipo a tortinha de cheesecake do Mc (vocês lembram disso, uma época que o McDonald’s tinha uma edição limitada dos Smurfs com uma tortinha de cheesecake? Nuosssa, era demais! Eu e o Thi batíamos ponto no drive thru só por causa desta tortinha).
Fui com muita sede ao pote, a boca salivando, mas não achei nada demais… era só um recheio de cream cheese e geleia de frutas vermelhas dentro de um pastel. E pela primeira vez na vida, achei que faltou açúcar em algo, precisava estar mais doce mesmo!
Imagem
(Pasteis doces)

Mas mesmo assim, achei bacaninha a ideia e o conceito. Quero voltar lá em breve para provar um pastel de manga com creme de coco. Parece diferente! Não é um pastel de feira, não parece aqueles do Croc 30, mas também não é gourmet (seja lá o que isso significa)…

O que mais gostei de lá: Ter carne louca dentro de um pastel. Não consigo imaginar porque cargas d’água nenhum pasteleiro nunca fez isso… Vou sugerir na feira aqui perto de casa já!
O que não gostei muito: Não ter caldo de cana disponível! É o tipo de coisa que não pode faltar, néam?
Dica que vale ouro: Em breve, eles abrirão uma nova unidade em Moema, acho que na Rua Inhambu, mas não tenho certeza… vou verificar a informação e passo direitinho para vocês.

A Pastella (http://www.apastella.com.br/)
Rua Booker Pittman, 179 – Chácara Santo Antônio – 5182-0133
Segundas à sextas, das 11h30 às 19h e sábados, das 11h às 17h.
Pastéis custam entre R$ 4,90 e R$ 9,90 e são menores do que os de feira, mas mais recheados.

Então, se der, vá!

 

Depois, continuando a nossa jornada maratônica gastronômica em busca da silhueta roliça de boas opções para o blog, fomos conhecer A Dogueria, casinha simpática especializada em bons hot dogs (com o sotaque do finado Félix).
Imagem
Quando entramos na casinha, ficamos surpresos com o espaço grande e bem arrumadinho que encontramos. A casa é novinha, abriu no começo do mês e tem um ambiente bem legal para ir com os amigos e ficar conversando e se acabando no dog.
Na frente, uma grande área com vários pufes, que dá para juntar uma galera; um corredorzão com algumas mesinhas altas e no fundo, a grande surpresa, um quintalzão com uma mesa boa de passar o dia papeando, sabe? A decoração também é super fun, colorida, com várias referências à HQs (não entendi muito a conexão, mas tá valendo!!) Além disso, eles tem wifi gratuito… Parece besteira, mas tem muito lugar bonzão por aí que nem tem, ou que cobra pelo wifi.
Imagem
(O espaço interno, super fun!)

Imagem
(O quintalzinho, fofo)

Aí, fomos surpreendidos novamente! E eu adoro ser surpreendida por boas histórias. Sempre me encanto em saber a história das pessoas, e às vezes, me pego na rua olhando fixamente para alguém, tentando imaginar qual a história de vida daquela pessoa… Por que ela está saindo do hospital, porque se veste de determinada forma, se está loucamente apaixonada…aí normalmente a pessoa olha para mim e eu fico mega sem graça, me sentindo uma stalker e saio do transe…
Mas este dia foi legal, porque ouvi uma história inspiradora, sem me sentir uma louca perseguidora…
Fomos escolher o dog no balcão e conhecemos a Kátia, dona do lugar. Conversa vai, conversa vem, e ela conta que era Gerente de RH de uma agência de publicidade e o marido era executivo de uma grande indústria. Aí um dia, deu um click e eles resolveram largar tudo e abrir… um carrinho de hot dog. Antes da lei sair, eles confiaram que poderia dar certo, compraram um truck, pastaram pra caramba no começo, tiveram dificuldade de localização, restaurante vizinho fazendo denúncia e tendo que fechar o truck, um monte de contratempo… mas o truck deu certo, e passou a ser um sucesso na região. Mas deu tão certo, que eles resolveram abrir um lugar fixo, mas mantendo o truck original nas ruas.
Imagem
(O truck, que percorre as ruas da Chácara)

Lá é aquele lugar para você comer aquele dogão de antigamente, sabe? Sem essa besteira de gourmetizar tudo! É o dog gigante, com tudo o que tem direito dentro, milho, ervilha, purê, molho, batata palha… Mas este é aquele dog que você pode comer sem medo (diferente da maioria dos dog morte que tem por aí), e você percebe o cuidado que eles tem com as coisas: o molho da salsicha é um bolonhesa, que a Kátia prepara artesanalmente todos os dias, o purê, é feito de batata de verdade e não de pózinho, ou seja, tudo feito lá, com carinho… simples, mas delicioso!

Pedimos um Mega Dog, com uma salsicha, molho bolonhesa, maionese, batata palha, purê… De tão grande que é, eles servem em uma daquelas bandejinhas de frios, com garfo e faca. É impossível comer na mão, mordendo. Pedimos também uma porção de batata frita, que estava bem boa!
O dog estava bem gostoso… lembrei dos dogs que eu comia na porta da escola (nunca morri! haha), com ingredientes bem selecionados e nada de rasgueira. Só estava um pouco frio… Mas voltaria com certeza para comer outro! Ou também para provar o lanche que eles tem de carne louca, que deve ser de matar! Apesar de ser um simples dogão, Largue tudo, saia correndo e vá lá agora! Boas iniciativas devem ser reconhecidas, sempre!
Imagem
(O dog, soterrado na batata palha)

O que mais gostei de lá: A história do casal que foi atrás dos sonhos!! Ai que pieguice!! Mas é verdade. Quantas vezes você teve coragem de deixar sua vida confortável para trás para “follow your bliss”?
O que não gostei muito: Meu dog tava frio! Mas tenho certeza que da próxima vez que eu for, a Kátia vai fazer um master quentinho para mim.
Dica que vale ouro: Ela comentou que estão testando uma receita de costelinha de porco com barbecue, e que pretendem começar a vender aos domingos, para quem não quiser fazer almoço poder levar pra casa.
Ah! Outra dica: vá com tempo, porque a Kátia gosta de conversar! E papo é o que não falta!

A Dogueria (https://www.facebook.com/adogueria?fref=ts)
Rua Booker Pittman, lá pela altura do número 200
Não tenho certeza, mas acho que o dog foi R$ 12 e a porção de batata R$ 6.

 

Para finalizar esta orgia maratona gastronômica, estávamos precisando de um docinho né?
Bem na frente da Dogueria, tinha uma lojinha destas de bolo caseiro, que eu adoro! Entramos lá na esperança que tivesse bolo em fatias, ou em porções individuais e aí fomos surpreendidos mais uma vez, quando descobrimos que na A Bolatheria vendiam aqueles bolos gelados de coco, que vinham embrulhados em papel alumínio antigamente em festinha de criança, lembram?

Imagem
(Parece a garagem da casa de alguém, não acham?)

Pegamos um e batemos um papo com a simpática dona, Silene, que nos contou que faz tudinho ela mesmo, quase todos os dias, com maior carinho… e que o bolo de coco fica mais gostoso e molhadinho de um dia para o outro. Pegamos o danado e fomos comer no caminho, porque já estávamos master mega atrasados para o compromisso seguinte (que graças a Deus não envolvia comida!). O bolinho estava com uma cara ótima, mas ao invés do papel alumínio, vinha em um recipiente de plástico, porque segundo a Silene, ficava mais bonito!
Gostei bastante do bolo, me lembrou das minhas festinhas, quando a minha mãe guardava o bolo dentro de uma caixa, rs! Ele era bem pouco doce e nada enjoativo. Macio, fofinho, molhadinho, gostoso mesmo. Com um café ia ficar perfeito! Esqueci de tirar foto do bolo, que gafeeee!
Só não gostei muito do coco que ela usou… depois da metade, você começa a sentir um fundinho de sabão de coco, sabe? Mas eu sou meio chata com essas coisas, pode ser que você nem perceba nada! Se der, vá lá! Vale a pena!

O que mais gostei de lá: De ter o bolo de coco da infância… eles também fazem ele assim, gelado, de chocolate.
O que não gostei muito: o coco… mas já dei um toque para a Silene.
Dica que vale ouro: Ela faz este bolo molhado de coco por encomendas, para festas e o preço é excelente! Considere!

A Bolatheria (http://www.abolatheria.com/)
Rua Booker Pittman, 219 – 4562-3085
O bolo de coco individual custa R$ 6, e o quilo deste para encomenda sai por R$ 29!

Balanço do post e da Booker Pittman: vá! Imperativamente! Porque lá, você sente que os bons tempos realmente voltaram!

 

2 comments

  • Olá… Apenas para comentar mesmo, mas tem dias que a Pastela enche sim! Já fui em alguns sabados…
    E quando for na Dogueria, não deixe para a próxima vez… eles precisam verificar NA HORA o que está acontecendo, por que estaria frio o lanche?? Aposto que eles teriam trocado IMEDIATAMENTE o seu lanche!!!

    O que mais gostei: Deste final. É muito importante ter pontos positivos e não enfatizar apenas os negativos!

    o que menos gostei: A loja da Pestala já inaugurou e não tem o endereço certo. Acho que fica na Macuco….

    Dica de ouro: Volta na Dogueria e pede o Mega-louca já que vocês gostam de carne louca!

    • Olá Ana,

      Obrigada pelo comentário e por ler o blog! 🙂
      Gostei muito do que escreveu… legal saber que A Pastella enche sim. Vou voltar lá em outros dias e horários para ver como é.
      Concordo plenamente com você quando diz para eu reclamar do lanche frio na hora! Não tenho dúvidas que eles teriam trocado com o maior prazer. My fault, sorry!

      Todos os lugares que eu visito, ou a maioria, tem pontos positivos, é claro! A ideia do blog não é sair por aí detonando os lugares, e sim, dar a minha visão realista sobre os lugares, sejam eles bons, excelentes, ruins ou péssimos.
      Quanto à inauguração da nova loja da Pastella, em Moema, tanto no site quanto no Facebook deles diz que a loja inaugurá em breve. Não tenho nenhuma informação sobre a nova loja… Se souber algo, pode me passar?

      Com certeza voltarei na Dogueria para comer o Mega-Louca… Só não o fiz aquele dia porque não cabia mais nada!

      Espero que a gente possa se falar mais vezes para trocar ideias e informações sobre os lugares. Valeu pelos toques!

      Grande abraço,
      Magali Viajante

Submit a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *