Belém do Pará: A cara da riqueza e o calor da Amazônia | Collab #6

A Mariana Juk é daquelas consultoras de viagem que não sossega até encontrar um passeio especial, um bar diferente, um lugar escondidinho que tem a ver com o perfil dos seus clientes. Sabe tudo sobre cursos no exterior e tem um carinho imenso por sua agência, a Muito Mundo Viagens e Bagagens. E é ela quem assume o Collab de hoje, com dicas ótimas – e bem pessoais – de Belém do Pará.

Belém está ali, bem quietinha no Norte. Mas esta tranquilidade que se vê de longe não revela a cidade dinâmica, cheia de cores, sabores e passeios super interessantes que rolam por lá.

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Para começo de história, Belém foi uma cidade riquíssima durante o ciclo da borracha. Este período durou 33 anos (de 1879 e 1912) e rolou muito, mas muito dinheiro.

Com toda esta opulência veio o Theatro da Paz. Aberto em 1878, é um dos mais luxuosos do país. Ali é a casa do Festival Internacional de Música do Pará , do Festival de Ópera e da Amazonia Jazz Band. Tem visita guiada de hora em hora com quem entende do assunto, como o simpático Max Dufranck.

theatro da paz belem
O Theatro da Paz visto do camarote

Outro lugar super importante é o Mercado do Ver-o-Peso, todo organizadinho e considerado a maior feira ao ar livre da América Latina.Sem dúvida você já ouviu falar sobre ele, mas talvez não saiba que toda a estrutura do mercado foi trazida da Europa nos anos da Belle Époque. É daí que vem as lindas paredes azuis com adornos Art Nouveau. Aliás, Belém do Pará estava a apenas 20 dias de barco da França, bem mais perto da Europa do que do Rio ou São Paulo. Sentiu a cara da riqueza?

mercado ver o peso
O azul marcante do Mercado

Outra construção incrível em Belém é o Mercado Municipal, que fica logo ali do outro lado da rua e onde fica o setor das carnes.

mercado ver o peso em belem
Detalhes e mais detalhes para admirar no Mercado Municipal

Belém tem outros passeios para contar, mas um dos patrimônios mais ricos da cidade é a culinária.

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Com ingredientes de nome indígena, os pratos do Pará tem muita mandioca (tapioca, tucupi, maniçoba), o famoso tacacá (caldo de tucupi com a goma da tapioca, camarão seco e jambú) e peixe frito para comer com uma tigela de açaí sem açúcar, mas com farinha. É tudo muito rico, diferente e saboroso.

açai
Esse aí é o Açaí do “fino”, bem ralinho para comer com farinha de tapioca.

Não dá para ir à Belém sem passar pelos restaurantes clássicos da cidade como o Remanso do Peixe. Comandado pelo chef Thiago Castanho, fica na antiga casa onde a família morava, em uma vila residencial.

remanso do peixe
Camarão com crosta de tapioca para começar…
remanso do peixe belem
… pavê de cupuaçu com farofa de cacau orgânico para terminar.

Se o almoço foi farto, mais tarde cabe alguns salgadinhos do Portinha. É um tiquinho de lugar, mas tem muitas opções como esfiha de pato no tucupi ou pastel de bacon com jambu e queijo cuia. Ou uma tigela de tacacá (“Com muita goma, pouca goma ou normal?”).

tacacá do pará
O tacacá do Portinha, com “goma normal”

Para terminar o Collab com gosto de quero mais, fique com a cachaça de jambu e os licores
artesanais Daju.

daju alimentos
E com o chocolate integral da Filha do Combu.

filha do combu

Belém é fácil de chegar. Saindo de SP, os voos tem duração de 3 horas e meia. A cidade tem hotéis para todos os bolsos e muitos passeios são gratuitos ou baratinhos.
Agora é só montar um roteiro bacana e curtir esta cidade de povo simpático, calor constante e sabores muito particulares. Divirta-se!

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O que achou das dicas da Mari? Conhece algumas delas? Deixe aqui embaixo os seus comentários e o que mais você pode fazer em Belém.

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