7 Dicas Para Aproveitar Amsterdam Fora do Fuzuê

Amsterdam é uma cidade que vive no imaginário coletivo. Para alguns pelos coffee shops, Red Light District, liberdade. Para outros pelas flores, canais, casas-barco.
Pra mim, a vontade de conhecer a cidade começou a bater mais forte depois de assistir a novela Páginas da Vida, hahahaha.
(Ok, eu sei que a referência é ruim pra caramba, mas era 2006, eu era uma adolescente com tempo livre. A novela não era grande coisa, mas mostrava umas cenas de Amsterdam de tirar o fôlego – e uns depoimentos de pessoas comuns no final de cada capítulo da novela que também tiraram o fôlego e o sossego de muita gente…)

Amsterdam não passa despercebida por ninguém. Seja amando ou odiando, você terá opiniões fortes sobre a cidade.
No meu caso, saí de lá com vontade de me mudar, morar nas casas maravilhosas, passear pelos canais e ter uma vida lá. A vontade não se concretizou e já baixou um pouco também, mas confesso que suspirei ao ver as fotos novamente.

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Mas a minha pequena recomendação de Amsterdam (muitas memórias se foram, junto com as fotos) está distante do Red Light District, dos coffee shops, das bikes e do fuzuê que é Amsterdam. E é por isso que eu acho que vocês vão gostar.

Permita-se ver a cidade de um outro ponto de vista.
Permita-se ver a cidade de um outro ponto de vista.

1. Coma muito – tipo todos os dias – no Febo

Viajar sem grana pode ser uma oportunidade. Se eu estivesse viajando com um bom dinheiro disponível para comer, provavelmente não pararia pra provar o Febo, um bolinho de carne delícia e baratex que tem lá em Amsterdam.

Foi passeando pelo centro da cidade, com fome e pouco dinheiro que vi esse fast food vendendo croquetes. O conceito do Febo já é bem interessante. A loja (que mal é uma loja), não tem funcionários, não tem cardápio, lugar pra sentar, nada. É uma imensa vending machine de croquetes.
Você chega lá, olha o que tem nas portinhas, coloca as moedas (se só tiver notas, não se preocupe, tem uma máquina que troca notas por moedas), abre a portinha, pega a sua comida e sai feliz. É tipo um sonho se realizando, a comida saindo da parede.

Só por ser inovador e barato já seria bom, mas a questão é que os bolinhos do Febo são bons pra caramba.
Eles tem hambúrguers e batata frita também, mas nem perca seu tempo, vá direto nos croquetes.
Tem de carne, de curry, vegetariano, várias opções. O meu preferido é o Saté, que tem gosto de curry. Fritura sequinha, quente, crocante, cremoso por dentro. Por 1,60 euro. Dá pra comer uns 3 e matar a fome já.
Mas também dá pra comer uns 20 e ainda não matar toda a vontade.

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É de deixar muito croquete e bolinho de carne daqui com vergonha. Sem dúvidas é o melhor croquete que já comi na vida.

Sério, coma muitos, por mim e por você, porque esse treco dá saudades.

(Vasculhei em tudo por aqui, mas não consegui achar uma foto sequer do Febo. Sorry, guys!)

2. Saia do centro

A Amsterdam longe do centro é bem mais calma e reveladora.
A Amsterdam longe do centro é bem mais calma e reveladora.

A Amsterdam que todo mundo conhece acontece no centro. Os museus, bikes, tramways e bagunça estão por lá. É vivaz, é barulhento, é turística, é muito.
Mas pra mim, a verdadeira Amsterdam (e a que mais gostei), está fora do centro da cidade.
Ande um pouco mais, se perca, saia dos pontos turísticos, esqueça o mapa.
E aí você vai conhecer outra Amsterdam. Uma cidade calma, tranquila, com muita criança, quase poética.
Um refúgio se você precisa de um tempo seu (Já tinha pensado em Amsterdam assim? Que loucura, né?)

3. Aprecie a bela arquitetura das casas.

Thiago já fazendo as contas e planejando onde colocará os móveis.
Thiago já fazendo as contas e planejando onde colocará os móveis.

Eu não sei nada de arquitetura e nem me interesso muito pelo tema. Mas em Amsterdão (adoro essa forma de falar o nome da cidade), fiquei encantada pela beleza arquitetônica das casas e gastei até bastante tempo olhando os detalhes das construções.
A cidade inteira é linda, mas se você seguir o #2 e sair do centro, vai ver umas casas de tirar o fôlego.
Outra coisa que me chamou muito a atenção foi como o holandês se sente à vontade com os olhares e a intromissão dos outros e não se importa em “mostrar-se para o mundo”.
Muitas casas de Amsterdã tem grandes janelas que não são cobertas com cortinas. Com isso, você consegue ver os cômodos que ficam no térreo inteirinhos. Vi cada cozinha linda, sala de brincar de criança, escritório, sala de TV, assim, aberto para o mundo. E os moradores totalmente à vontade com isso. (Será que tem alguma correlação cultural com as mulheres nas vitrines do Red Light District?)

As casas de lá me deram muita, mas muita vontade mesmo de morar lá. De viver naqueles cômodos e compartilhar com desconhecidos a minha realidade (tipo o que a gente faz no Snapchat, mas da vida real).

Então se você gosta de observar a vida alheia sob a ótica do comportamento humano, como eu, vai se encantar pelas casinhas de lá.

4. Flores e mais flores.

O brilho dos 22 anos.
O brilho dos 22 anos.

Aproveite para ver todos os tipos de flores do mundo. Todas as cores e tipos de tulipa que você pode imaginar. Mesmo que Amsterdã não seja A cidade holandesa para ver flores, dá pra se encantar com o que rola por lá.

Também não sou entendida de flores e tudo quanto é planta que cai na minha mão, morre. Mas sei lá, Amsterdã me deixou sensível. Vai entender…

5. Jogue xadrez gigante no meio da rua.
Amsterdam - Xadrez Gigante - Magali Viajante
“Vagabunda, aqui não é Amsterdam”. Foi essa frase que um motorista disse para uma ciclista na Faria Lima essa semana e que rodou a internet.
Realmente, SP não é Amsterdam. Mas pode se tornar bem parecida um dia. Afinal, quem imaginou há dez anos atrás pessoas indo trabalhar de bicicleta aqui e fechando avenidas aos finais de semana para ocupar o espaço público?
Quem imaginou há sete anos atrás todas as opções de lazer gratuitas e no meio da rua que existem em SP hoje?
(Desculpem, foi só um desabafo).

Escrevi tudo isso porque quando eu estava em Amsterdam, me chamou muita atenção um enorme tabuleiro de xadrez que fica no meio da rua, assim solto, para quem quiser chegar e jogar.

E vi desconhecidos jogando, gente que nunca tinha jogado xadrez na vida se aventurando, uns caras que sabiam muito do jogo e ficavam bolando estratégias, crianças, enfim, tudo quanto é tipo de gente.
Eu particularmente, não joguei, porque não manjo dos paranauê. Mas adorei ficar lá vendo as pessoas se divertirem.

Jogando ou não, você vai curtir o xadrez gigante. E vai entender porque Amsterdam é tão legal.

6. Tire fotos nos canais.

Tem coisa mais Amsterdam que isso?
Tem coisa mais Amsterdam que isso?


Em todos os posts desta série eu falei sobre turistar.
Tirar fotos nos pontos turísticos, fazer poses ridículas, beijar nas pontes…
E uma das coisas mais fotogênicas de Amsterdam (além de você, é claro) são os canais e as casas-barco.

+ Turiste muito em Paris e tenha uma viagem inesquecível +

Acredite, você vai sentir muita falta da cidade quando voltar. Por isso, tire milhares de fotos nos canais. Elas ficam ótimas e vão ajudar você a se animar nos seus blue mondays.

7. Vondelpark.
Amsterdam - Vondelpark - Magali Viajante
O Vondelpark é um dos parques mais importantes de Amsterdam, e um dos mais visitados também.
Ele é super plural, assim como a cidade. Tem gente pescando, famílias passeando com crianças, encontros de cães que se jogam no lago, gente tocando didgeridoo (ou fumando um beck gigante), casais namorando, turistas tirando fotos ou gente que está lá simplesmente fazendo nada.

Ir em parques sempre é um jeito legal de ver como as pessoas interagem com a cidade e vivem o seu dia-a-dia. Vá em um final de semana e sinta-se como um morador da cidade.

Curtiu as dicas da minha Amsterdam mais poética e tranquila?
Tenho que fazer diferente né, afinal, dicas sobre Amsterdam por Amsterdam vocês encontram em qualquer blog por aí… <3

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